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Arquivo do mês: agosto 2012

Argollo age como dono do SIMERS e faz campanha com dinheiro dos sócios

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Foi dada a largada na disputa eleitoral, mesmo que sem eleições oficialmente convocadas. Na última semana, o ainda presidente e representante da situação, reuniu médicos dos municípios de Canoas, Esteio, Sapucaia e São Leopoldo em uma das mais caras churrascarias da região, situada às margens da BR-116. A busca de apoios, de forma perdulária, bancada pelo erário do sindicato não é novidade. Justamente por práticas políticas questionáveis como esta é que Argollo é reconhecido e comentado por boa parte da classe médica como sendo o “dono do SIMERS” .

Em resumo, o ainda presidente faz campanha irregular com dinheiro dos associados com o único objetivo de permanecer de posse de uma entidade e mantendo suas regalias. O SIMERS  é de todos e foi construído por muitos, embora ele se comporte como se sozinho tivesse feito a grandeza do sindicato. A verdade é que boa parte das pessoas que trabalharam para o crescimento e modernização da entidade hoje estão contra ele e a favor da democracia, da transparência e da ética, princípios que foram deixados de lado há muito tempo pelo atual presidente, se é que algum dia os valorizou. Os médicos não podem e não devem mais se deixar enganar. Uma renovação urgente é necessária.

Por sorte, os colegas perceberam, como demonstra e-mail recebido:

“Pois ontem foi ao Hospital Centenário uma secretária do SIMERS convidar pessoalmente os médicos para uma janta com o todo poderoso Dr. Argollo, nesta quinta, amanhã, na Churrascaria Schneider de São Léo. Perguntado o motivo da benevolência, ela argumentou que será apresentado o projeto para carreira médica no estado e coletar as queixas dos médicos do hospital. Ora, nunca antes na história deste país, o cidadão esteve presente no hospital, com todas as crises, interdições do CREMERS, mandos e desmandos da administração. Será por que ele está em campanha para reeleição? Sentir-se-á ameaçado por forças opositoras? Abraço.”

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Proposta: uso racional de apedidos

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Telas da Prestação de Contas 2010 do SIMERS apontam números impressionantes

O “apedido” é uma publicação de grande utilidade e poder de alcance quando se objetiva comunicar um fato, um ponto de vista, uma posição política. Utilizá-lo com inteligência e estratégia está entre as obrigações do SIMERS. Os editais, por sua vez, são publicações de caráter legal, empregados para anunciar eleições, assembleias, etc. O SIMERS, por obrigatoriedade (até mesmo estatutária), lança mão deste recurso para fazer suas convocações. Tanto os apedidos como os editais são publicações pagas. E custam caro, variando conforme o jornal, dimensões e página a serem inseridos. Vamos dar uma noção: o exemplo abaixo, apedido 12,3 cm x 8 ,3 cm, publicado nos jornais Zero Hora (página 3), Correio do Povo (página indeterminada) e O Sul (página indeterminada) custou aos cofres do Sindicato R$ 19.030,00 (a valores da época, outubro de 2010).

Seguimos na demonstração. O apedido (10,2 cm x 8,3 cm) exibido na sequência foi publicado nos jornais Zero Hora, Correio do Povo, O Sul e Diário Gaúcho (todos em páginas indeterminadas). Custo total: R$ 11.328,00 (valores de janeiro de 2010).

Somando valores de editais e apedidos chegamos a números que impressionam. Em 2010, o SIMERS gastou a quantia de R$ 2.123.700,08, como mostra tela da Apresentação de Contas da entidade que ilustra este post. Não somos contra a utilização deste recurso de comunicação, apenas questionamos seu uso de maneira desmedida e sem critérios, fora os de ordem pessoal do presidente do Sindicato. Enquanto o SIMERS economiza em sua Assessoria Jurídica, gasta em um ano mais de dois milhões de reais em apedidos e editais. Todos precisavam ser publicados? Você não acha que o dinheiro de sua mensalidade pode ser tratado com mais responsabilidade?

Nossa proposta:

Estabelecer com a categoria critérios de publicação de apedidos e editais. Sujeitá-los à aprovação de um núcleo de diretores, não concentrando a atribuição a apenas uma só pessoa (atualmente, o presidente do SIMERS). Definir no Planejamento Estratégico e no orçamento anual, quantias máximas totais a serem empregadas nestas publicações, e segui-las à risca.

Abrasus: o que é, e quem está por trás?

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Muitas dúvidas cercam a “parceria” entre a Abrasus e o Sindicato Médico do RS

A Abrasus (Associação Brasileira em Defesa de Usuários de Sistema de Saúde) é uma entidade sem fins lucrativos que oferece apoio técnico e jurídico para pacientes buscarem medicamentos, cirurgias, consultas e exames que devem ser fornecidos pelo SUS. Com sede localizada no centro da Capital, a Associação conta com uma advogada e um estagiário em Direito para cuidarem da parte jurídica. Depois desta breve apresentação você deve estar perguntando-se: O que eu tenho a ver com isso? Se você preza por saber onde o dinheiro de sua mensalidade paga ao SIMERS é empregado, sim, isso lhe diz respeito. A Abrasus têm funcionários que constam na folha de pagamento do SIMERS. Sua assessoria de imprensa (cobertura de eventos, matérias para o blog da associação, etc.) é realizada por jornalista do setor de comunicação do sindicato. Fica a pergunta: como a Abrasus arca com seus custos de aluguel de sala, luz, telefone, e outras tantas despesas administrativas? Pensamos nisto após receber material sobre a Assessoria Jurídica do SIMERS onde constavam nomes que servem à Abrasus (?????). Depois, na Internet, encontramos mais. Digite em seu navegador www.abrasus.com.br para ver onde vai dar o endereço.  Será redirecionado para o Sistema SIMERS (?????). Confirme: vá ao Google e digite a palavra Abrasus. Agora, se o leitor espera que este texto revele os motivos para tais vínculos, ficaremos lhe devendo.  Também gostaríamos de saber por que cargas d’água a Abrasus aparenta ser um braço da entidade? Qual é o motivo para tanto mistério nesta relação? Quem lucra com esta “parceria”, além de Argollo? Exatamente que tipo de processos geram?

O Novo SIMERS já ficou velho

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Páginas dos boletins da chapa de oposição nas eleições do SIMERS, em 1997

Ironia do destino ou um simples reflexo do continuísmo? O certo é que os mesmos argumentos críticos lançados de encontro à diretoria do Sindicato Médico do RS em 1997, agora se voltam exatamente contra quem os apresentou em seus boletins de campanha: o atual presidente do SIMERS. Acompanhe a seguir quatro pontos que comprovam que o Novo SIMERS já ficou Velho.

O presidente do SIMERS está no poder desde janeiro de 1998, sempre ocupando o mesmo cargo, concentrando todas as decisões (num culto personalista digno de Hugo Chávez), expurgando diretores que ousem confrontá-lo. Já não atua profissionalmente por mais de uma década e está “distante da vivência diária da maior parte dos médicos”.

Os dirigentes que o precederam  ao menos ainda tinham o pudor de se revezar nas funções diretivas. O atual presidente, não. Para ele todos os meios se justificam para garantir sua permanência à frente do Sindicato. Seu discurso de renovação política, como se vê, foi meramente eleitoreiro.

Bem, mudanças estatutárias é um assunto que o presidente Paulo de A. Mendes entende. Durante seu longo mandato já procedeu algumas. Em uma delas aumentou o número necessário de médicos para compor a nominata às eleições da entidade, dificultando o processo. Em sua última tentativa, em 2011, não teve sucesso. Mensagem eletrônica enviada por médico atento a publicações legais conseguiu evitar uma nova alteração. O e-mail correu parte do mailing médico da Capital e causou constrangimentos. Em uma assembleia rápida e atrapalhada, o presidente alegou que a proposta de mudança limitava-se a substituir uma determinada palavra de um certo artigo, algo como trocar um “que” por um “lhe” (que não alterava o sentido). Patético.

Uma de nossas últimas postagens abordou o tratamento diferenciado que o presidente Paulo de A. Mendes dá a publicações legais que ele não deseja despertar atenção (sabe-se lá os motivos). Se a gestão anterior publicou edital de convocação de eleições no Diário Oficial, ele não ficou muito atrás ao utilizar artifício semelhante ao reduzir o tamanho do anúncio e descaracterizá-lo em relação ao padrão utilizado pelo Sindicato. Sem falar no estratagema de também utilizar-se de jornal de pequena circulação estadual para anunciar o fato. O Jornal do Comércio do RS tem tiragem de 27 mil exemplares, contra os 180 mil de Zero Hora, por exemplo.

Para ler na íntegra as páginas dos trechos dos boletins de campanha selecionados acima, basta clicar aqui.

Para ver e não ver

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Você já deve ter se deparado com centenas destas publicações nos jornais gaúchos. Algumas delas completamente desnecessárias e justificadas apenas pelos desejos pessoais do presidente do SIMERS. Mas, com certeza, nem o fã mais ardoroso da atual administração do Sindicato deparou-se com dois dos exemplos acima. Adivinhe quais? Sim, os editais de convocação de eleições para o SIMERS e de assembleia para substituição de diretores licenciados (?). Em oposição aos apedidos na parte superior da imagem, foram publicados em dimensões bem inferiores ao padrão utilizado pela entidade, sem a logotipia na vertical, e em páginas indeterminadas de jornais de alcance reduzido, comparados aos de grande circulação estadual Zero Hora (onde em situações normais o Sindicato constuma optar pela nobre e cara página 3) e Correio do Povo. Por que será? Ao longo destes quase 15 anos de comando, este expediente foi usado na maior parte das vezes em que ele buscou alterar estatutos, convocar eleições, e para algumas outras publicações legais. Se a transparência realmente faz parte das atitudes desta presidência, como se justifica as diferenças entre estas publicações? E temos outras para mostrar, se for o caso. HÁ ALGO A ESCONDER DA CATEGORIA MÉDICA, Dr. Argollo?

Argollo assina os editais “para não ver” como Paulo A. Mendes