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O Novo SIMERS já ficou velho

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Páginas dos boletins da chapa de oposição nas eleições do SIMERS, em 1997

Ironia do destino ou um simples reflexo do continuísmo? O certo é que os mesmos argumentos críticos lançados de encontro à diretoria do Sindicato Médico do RS em 1997, agora se voltam exatamente contra quem os apresentou em seus boletins de campanha: o atual presidente do SIMERS. Acompanhe a seguir quatro pontos que comprovam que o Novo SIMERS já ficou Velho.

O presidente do SIMERS está no poder desde janeiro de 1998, sempre ocupando o mesmo cargo, concentrando todas as decisões (num culto personalista digno de Hugo Chávez), expurgando diretores que ousem confrontá-lo. Já não atua profissionalmente por mais de uma década e está “distante da vivência diária da maior parte dos médicos”.

Os dirigentes que o precederam  ao menos ainda tinham o pudor de se revezar nas funções diretivas. O atual presidente, não. Para ele todos os meios se justificam para garantir sua permanência à frente do Sindicato. Seu discurso de renovação política, como se vê, foi meramente eleitoreiro.

Bem, mudanças estatutárias é um assunto que o presidente Paulo de A. Mendes entende. Durante seu longo mandato já procedeu algumas. Em uma delas aumentou o número necessário de médicos para compor a nominata às eleições da entidade, dificultando o processo. Em sua última tentativa, em 2011, não teve sucesso. Mensagem eletrônica enviada por médico atento a publicações legais conseguiu evitar uma nova alteração. O e-mail correu parte do mailing médico da Capital e causou constrangimentos. Em uma assembleia rápida e atrapalhada, o presidente alegou que a proposta de mudança limitava-se a substituir uma determinada palavra de um certo artigo, algo como trocar um “que” por um “lhe” (que não alterava o sentido). Patético.

Uma de nossas últimas postagens abordou o tratamento diferenciado que o presidente Paulo de A. Mendes dá a publicações legais que ele não deseja despertar atenção (sabe-se lá os motivos). Se a gestão anterior publicou edital de convocação de eleições no Diário Oficial, ele não ficou muito atrás ao utilizar artifício semelhante ao reduzir o tamanho do anúncio e descaracterizá-lo em relação ao padrão utilizado pelo Sindicato. Sem falar no estratagema de também utilizar-se de jornal de pequena circulação estadual para anunciar o fato. O Jornal do Comércio do RS tem tiragem de 27 mil exemplares, contra os 180 mil de Zero Hora, por exemplo.

Para ler na íntegra as páginas dos trechos dos boletins de campanha selecionados acima, basta clicar aqui.

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  1. Luiz Carlos Diniz Barradas

    O estatuto do orgão maior ,a FENAM ,VEDA a reeleição .Isto tem de ser pautado pelos grupos em disputa .Pessoalmente entendo INDISPENSÁVEL.

    Resposta
    • Luiz Alberto Grossi

      Caro Barradas se olhares a proposta da RM propomos mudança no estatuto para que as proximas eleições já fique aprovado que o presidente possa ser eleito com direito a uma reeleição. Abraços Grossi

      Resposta
  2. Pingback: Nova tentativa de alteração no estatuto do Simers | Renovação Médica

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