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Simersgate: todos os voos do presidente

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Fiquei magoado, não por me teres mentido,
mas por não poder voltar a acreditar-te”

(Friedrich Nietzsche)

O caso Watergate foi o escândalo político ocorrido na década de 1970 nos Estados Unidos da América que, ao vir à tona, acabou por culminar com a renúncia do presidente americano Richard Nixon, eleito pelo partido republicano. Em 9 de agosto de 1974, Nixon renunciou à presidência dos EUA, não por ter ordenado a espionagem ilegal da oposição, mas por ter mentido ao povo americano, ao negar conhecimento dos fatos.

Em 17 de agosto de 1998, Bill Clinton admitiu ter mantido relações sexuais com a estagiária Monica Lewinsky dentro da Casa Branca. Com isso, evitava incorrer no mesmo erro de Nixon: mentir aos seus eleitores. Para Platão “a mentira autêntica é detestada não só pelos deuses, mas também pelos homens“, e os norte-americanos parecem levar isso muito a sério.

Quando o Movimento Renovação Médica denunciou o uso de aeronaves inteiramente fretadas pelo presidente do SIMERS para fazer campanha antecipada no interior, à custa dos associados (clique aqui para ler), rapidamente surgiu o serviço “Força Aérea SIMERS”. Milhares de folhetos publicitários em papel reciclável foram enviados aos associados, divulgando as supostas vantagens de tal serviço. O presidente calou sobre os custos disso.

Ao demonstrarmos a inutilidade e a megalomania por trás dessa apressada e insuficiente tentativa de justificar o injustificável e cobrarmos maiores informações sobre o suposto convênio com a Uniair (clique aqui para ler), o SIMERS retirou do site a propaganda. Novamente, nada informou sobre os custos.

Mas finalmente, na última edição da revista Vox Medica (n.º 59, págs. 12 e 13), o presidente do SIMERS insiste no “Força Aérea” e informa aos associados que o serviço de transporte aéreo é… GRATUITO!?

Mas então

Por que razão estamos pagando R$ 5.500,00 por hora de voo à Uniair, conforme a cópia da nota fiscal em anexo, uma entre algumas notas existentes? Já diz o bordão que “não há almoço grátis”; viagem de avião também não. (Clique na imagem para ampliar e depois utilize a lupa com o botão direito do mouse)

Se fosse nos EUA, tal mentira seria suficiente para que o presidente renunciasse ao cargo. E aqui?

Ao que parece, nosso presidente não leva muito ao pé da letra o slogan “A verdade faz bem à saúde”.

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  1. Pingback: Simersgate III — O céu não está para brigadeiro « Renovação Médica

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