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Turismo em Portugal com dinheiro do SIMERS? Com a gente, não!

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No extrato de pagamento acima consta uma viagem do presidente do SIMERS a Portugal, tendo como justificativa a participação em Congresso. Como remuneração, uma diária de R$ 3.220,00. Usualmente, quando se pagam diárias, costuma-se pagar translado e hospedagem. Efetuamos pesquisas em todas as publicações oficiais do SIMERS, e não encontramos nenhuma matéria, nem sequer uma mísera notinha de registro sobre o tal encontro. Estranho, ainda mais quando meras visitas ao sindicato ganham linhas e bytes na revista Vox Medica e no site. Por que a tão importante representação do presidente em congresso não mereceu nenhum destaque?

Nossas propostas

Para os membros da diretoria executiva (somente), alteração do modelo de remuneração para um valor fixo, que seja compatível com as funções e importantes responsabilidades. No formato atual, os ganhos podem ir da remuneração base ao infinito. Estes valores serão tornados públicos a todos os sócios via Portal da Transparência. Para o restante da diretoria, mantém-se o formato, mas com controle e transparência.

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  1. Guilherme Brauner Barcellos

    A discussão de todo o entorno de questões como esta se faz inarredável para qualquer organização séria ou que queira ser. Movimentamos milhões por ano em algumas entidades médicas; é o caso do SIMERS. Será preciso afastar a cortina de fumaça que envolve assuntos como este, como ponto de partida para um trabalho complexo e que, ao final, deve buscar a alternativa que pareça, naquele momento, mais correta e justa para lidar com todas as nuanças. Digo naquele momento, pois é um trabalho para ser revisado periodicamente. Em 2008, um grupo de médicos ligados direta ou indiretamente ao SIMERS esteve corresponsável por uma atividade em Pelotas. Havia palestrante para levar e se achou adequado alugar um carro, “para ir todo mundo junto”. No seguimento, consideraram não haver mal nenhum em dar uma passadinha em Rio Branco (free shops), “afinal de contas é ali do lado”. Mas o SIMERS era quem pagava o aluguel e a gasolina. Todos que participaram estavam cientes disto, e o fato foi inclusive comentado na viagem e lembrado mais recentemente por um dos envolvidos.
    É inarredável que criemos mecanismos de controle nas entidades médicas. Por ano, o SIMERS financia centenas, com viagens intermunicipais, estaduais e até algumas internacionais. Imaginem uma situação hipotética de diretora entrar em síndrome do esgotamento por questões de difícil convivência interna e resolver fazer uma viagem atrás da outra para “esfriar a cabeça”. Deve ser só querer viajar ou objetivos comuns à categoria e relevantes seriam fundamentais? É errado discutirmos isto? Algum problema em prestar contas? Fossem os objetivos das viagens de alguma forma discutidos previamente, bem como seu planejamento (ao menos das internacionais, para não burocratizar demais – há também outros meios de controle), o próprio grupo envolvido ou algum agente externo poderia [fazer o favor de] questionar alguma questão, e tornar mais claros os significados imediatos e finais de algumas decisões que tomamos por vezes sem dar a devida atenção, imergidos no fantástico mundo dos conflitos de interesse, um mundo ao qual a imensa maioria esmagadora de nós pertence, em menor ou menor grau. Só não pertence quem não se relaciona humanamente ou tem esta tal de Síndrome de Hubris, havendo também o grupo que finge que não pertence, porque estas discussões são, sim, inquietantes e difíceis, e zona de conforto é sempre um local mais fácil de estar.
    A propósito, eu era um dos participantes da viagem meio profissional, meio turística. Não a orquestrei, mas, sinceramente, acho que não faz a mínima diferença. Não irei mencionar os demais, pois uma atmosfera de acusação entre pessoas capazes de evoluir nesta discussão é tudo que não precisamos para vê-la avançar. Se quiserem se identificar, seria ótimo. Nenhum outro integra o Renovação Médica. Mas digo, com propriedade, que existem algumas pessoas dentro do SIMERS absolutamente impermeáveis a este tipo de reflexão, e contra elas seria sim necessário lutar forte no tom mudem ou saiam (mudem = maior transparência e capacidade de aceitar controle, regulação; saiam = derrotar nas urnas, o que dependeria de eleições e com máxima igualdade de condições possível entre os grupos concorrentes). Outra pergunta interessante neste debate é: nós médicos que tantas mensagens disparamos em Facebooks da vida exigindo algo parecido na política não deveríamos cuidar melhor do próprio telhado de vidro? Fizemos nós próprios o dever de casa? Porque, se não fizemos, reclamar depois é facil, e tem tudo para ser inócuo ou até contraproducente.

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