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A verdade sobre os resultados da era Argollo — III

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Resultados da era Argollo, publicados em seu site de campanha

Aprovação: Mais de 90% dos associados aprovam a gestão.

Fórmula Argollo : Abuse do marketing de resultado

Segundo a campanha da Chapa 1 — Simers Independente, realizada em 2006, o índice de aprovação, aferida por meio de pesquisa (patrocinada pelo próprio Simers), era de 93,1%. A eleição realizada naquele ano (a única da história da era Argollo) mostrou um resultado diferente. O mesmo índice deveria se repetir, ou algo muito próximo a ele — se realmente a pesquisa foi procedida com sérios e rígidos métodos científicos de amostragem. As urnas, porém, mostraram que a “aprovação” de Argollo se restringiu a apenas 64,8% (2.377 votos contra 1.272 da chapa opositora). Na atual campanha a mesma Chapa 1 afirma que tem 90% de aprovação. O temor de Argollo em realizar as eleições tem alguma coisa a ver com a realidade que as urnas podem mostrar após 15 anos de continuísmo e parcos ganhos reais para a categoria?

Material-Chapa1-2006-X

Leia A verdade sobre os resultados da era Argollo — I

Leia A verdade sobre os resultados da era Argollo — II

Resultados da era Argollo, publicados em seu site de campanha

Consolidação: Maior sindicato médico da América Latina. Credibilidade: Sindicato com maior credibilidade pública no Estado.

Fórmula Argollo: Deixe os escrúpulos de lado e não se envergonhe da megalomania criativa

Baseado em que dados Argollo cria estas pérolas megalômanas? Até pouco tempo afirmava ter o maior sistema de defesa médico do planeta (?). Sua “certeza” baseia-se na megalomania, no volume expressivo e desmedido que aplica em publicidade e marketing, e na crença de que a categoria médica aceita e acredita em “sua verdade que faz bem à saúde”. Mas até quando, e a que custo? Um simples exemplo de sua forma de pensar o Simers: A defesa intransigente (contrariando o desejo de diretores e a opinião de assessores) de que a revista do Sindicato deveria ter o maior número de páginas possíveis, mesmo que sem assunto para preenchê-las. A justificativa de Argollo: os médicos não leem, mas se impressionam com o volume da publicação. Para os associados, uma grande piada sem graça. O Simers hoje é um grande sindicato no cenário brasileiro, o maior em número de associados, um dos mais influentes politicamente, mas a grandiloquência que Argollo força imprimir em todas as suas ações não corresponde a realidade. E isso a categoria tem o direito de saber.

 Nossas propostas

– Redução de custos com marketing interno (revista em papel especial, folhetos de divulgação de coisas “novas”).

– Prioridade para os investimentos em serviços e na defesa política e jurídica dos médicos. Chega de gastar milhões em apedidos inúteis, enquanto se reduz custos no serviço mais importante para os médicos: sua defesa.

-Maior presença em negociações e menos gastos com apedidos e marketing inútil, a serviço apenas do culto à personalidade.

Diga não ao continuísmo. Vote Chapa 2!

Renovação Médica – Por representação digna, transparência e ética no Simers

Auditoria externa idônea já!

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O processo da Receita Federal acima (clique aqui para ler melhor) fala por si mesmo. Pelo documento, o SIMERS deve recolher aos cofres públicos a quantia de R$ 922.364,80 (valor de abril de 2012). Ignoramos o andamento da demanda. Além de alertar sobre a gravidade, o alto valor da intimação e os erros administrativos que conduziram à formação desta dívida que será (ou já foi) paga pelos sócios do SIMERS, nosso objetivo é questionar o porquê desconhecíamos tão importante situação. Somente ficamos inteirados dela por caminhos não oficiais. Acreditamos, portanto, que os membros da diretoria —  exceção feita à mais alta cúpula — não tivessem e nunca tiveram ciência da questão. Porque sabemos que este tipo de informação não faz parte das discussões coletivas, reuniões regulares da diretoria, nem tampouco integra a Reunião Plena ou a de Prestação de Contas, em que participam ainda conselheiros e delegados.

Se as deliberações sobre conteúdos realmente importantes ficam restritas a uma só pessoa: o presidente do Sindicato, o impacto das consequências, no entanto, podem espirrar em todos nós, até mesmo fazer vítimas entre os colegas que hoje integram a base que sustenta politicamente este “regime”. Para não correr o risco, saímos. Não sem antes tentar mudar a realidade lá encontrada, sem sucesso.

O Movimento Renovação Médica é formado por vários ex-componentes da direção do Sindicato, oriundos de diferentes períodos de gestão Argollo ao longo destes 15 anos. Deram significativas contribuições na construção do SIMERS, criaram e aperfeiçoaram serviços, atuaram de forma importante no campo político, mas, por não compactuarem com a maneira centralizadora, antidemocrática e temerária que o atual presidente conduz a entidade, optaram por construir uma alternativa. E somente um grupo que conhece a realidade sindical e não teme a incorporação de novas e velhas lideranças no processo será capaz de manter o que está bom e melhorar o que está ruim.

Nossa proposta:

Construir mecanismos que diluam o poder de decisão entre os membros da diretoria executiva, pelo menos.

Auditoria externa idônea já!

Proposta: uso racional de apedidos

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Telas da Prestação de Contas 2010 do SIMERS apontam números impressionantes

O “apedido” é uma publicação de grande utilidade e poder de alcance quando se objetiva comunicar um fato, um ponto de vista, uma posição política. Utilizá-lo com inteligência e estratégia está entre as obrigações do SIMERS. Os editais, por sua vez, são publicações de caráter legal, empregados para anunciar eleições, assembleias, etc. O SIMERS, por obrigatoriedade (até mesmo estatutária), lança mão deste recurso para fazer suas convocações. Tanto os apedidos como os editais são publicações pagas. E custam caro, variando conforme o jornal, dimensões e página a serem inseridos. Vamos dar uma noção: o exemplo abaixo, apedido 12,3 cm x 8 ,3 cm, publicado nos jornais Zero Hora (página 3), Correio do Povo (página indeterminada) e O Sul (página indeterminada) custou aos cofres do Sindicato R$ 19.030,00 (a valores da época, outubro de 2010).

Seguimos na demonstração. O apedido (10,2 cm x 8,3 cm) exibido na sequência foi publicado nos jornais Zero Hora, Correio do Povo, O Sul e Diário Gaúcho (todos em páginas indeterminadas). Custo total: R$ 11.328,00 (valores de janeiro de 2010).

Somando valores de editais e apedidos chegamos a números que impressionam. Em 2010, o SIMERS gastou a quantia de R$ 2.123.700,08, como mostra tela da Apresentação de Contas da entidade que ilustra este post. Não somos contra a utilização deste recurso de comunicação, apenas questionamos seu uso de maneira desmedida e sem critérios, fora os de ordem pessoal do presidente do Sindicato. Enquanto o SIMERS economiza em sua Assessoria Jurídica, gasta em um ano mais de dois milhões de reais em apedidos e editais. Todos precisavam ser publicados? Você não acha que o dinheiro de sua mensalidade pode ser tratado com mais responsabilidade?

Nossa proposta:

Estabelecer com a categoria critérios de publicação de apedidos e editais. Sujeitá-los à aprovação de um núcleo de diretores, não concentrando a atribuição a apenas uma só pessoa (atualmente, o presidente do SIMERS). Definir no Planejamento Estratégico e no orçamento anual, quantias máximas totais a serem empregadas nestas publicações, e segui-las à risca.

Argollo debocha dos associados do SIMERS

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Criação de serviço desnecessário tenta camuflar gastos injustificáceis do presidente

Seria cômico, se não fosse um escancarado deboche. Depois de ser denunciado pelo movimento Renovação Médica por fretar aeronaves para fazer campanha no interior do RS, à custa dos associados, o presidente do SIMERS responde às acusações em seu melhor estilo: faz ouvidos moucos e cria uma “Força Aérea SIMERS” para atender aos médicos em suas emergências (?!), com advogado, jornalista e diretor.

Temos certa dificuldade para vislumbrar qual seria a emergência a acometer um associado que justificasse a disponibilização de uma “Força Aérea” para atendê-lo. Seria, por acaso, um infarto? Mas, nesse caso, o colega não precisaria de um advogado, mas de um médico e de uma UTI. Seria então uma prisão em flagrante? Nessa hipótese, teríamos que nos perguntar quantos associados foram presos em flagrante nos últimos anos, a justificar a manutenção de aeronaves fretadas à disposição para atendê-lo nessa “eventualíssima eventualidade”. O conceito em discussão é “custo-efetividade”, tema que surgiu como prioridade para discussão na Medicina apenas nas últimas décadas. É possível que quem não mais pratique a nobre arte há tanto tempo quanto nosso presidente desconheça sua importância. Ou é puro deboche!!!

Assim mesmo, não sejamos injustos com o presidente e concedamos-lhe o benefício da dúvida. Cogitemos a hipótese de que, em algum momento, tal emergência pudesse ocorrer, requerendo a presença de uma força-tarefa político-jurídica (poderíamos chamá-la de “Batalhão de Operações Político-Jurídicas Especiais” apenas para seguir o viés presidencial) em poucas horas no local. Nessa hipótese, teríamos primeiro que supor que a aeronave estivesse sempre disponível para o SIMERS, o que significa exclusividade, a custos inimagináveis.

Também, teríamos que sopesar o tempo necessário para disponibilizar a equipe e a aeronave e chegar à cidade em questão, contra o tempo de deslocamento da equipe por via terrestre, o que deixaria apenas as cidades mais distantes de Porto Alegre como passíveis de serem atendidas por tal serviço aéreo emergencial.

Ainda, há que se considerar que poucas cidades do interior do RS possuem aeroportos, obrigando o pouso de aviões em centros maiores e requerendo deslocamento por via terrestre. Ou seja, sobram muito poucos lugares para serem atendidos pela tal “Força Aérea SIMERS”, a não ser que se pretenda lançar diretores e advogados de pára-quedas. Bem, de nosso presidente, não se duvida mais nada.

E, finalmente, teríamos que voltar à primeira questão: qual a probabilidade de que, numa dessas poucas cidades nas quais pudesse haver algum benefício no uso de aeronaves, um médico associado venha a requerer assistência sindical com tal urgência que justifique a manutenção de uma “Força Aérea”?

Mesmo onde se justifica esse tipo de recurso – emergências médicas — há especial atenção para fazê-lo racionalmente : “The large majority of trauma patients transported by both helicopter and ground ambulance have low injury severity measures. Outcomes were not uniformly better among patients transported by helicopter. Only a very small subset of patients transported by helicopter appear to have any chance of improved survival based on their helicopter transport. This study suggests that further effort should be expended to try to better identify patients who may benefit from this expensive mode of transport” (Pubmed).

Ou seja, incapaz de responder PORQUE USAVA AERONAVES FRETADAS PARA FAZER CAMPANHA NO INTERIOR e QUANTO ISSO CUSTOU AOS ASSOCIADOS DO SIMERS, o presidente debocha dos médicos e oferece-lhes um serviço caríssimo, absolutamente desnecessário e inútil, esperando que assim esqueçam do mau uso que fez das receitas sindicais. Estaria ele, então, apenas testando as aeronaves e a qualidade do serviço de bordo quando foi flagrado por nossos olheiros?

Ora presidente, tenha mais respeito por nossa inteligência!!!

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