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Arquivo da tag: defesa da categoria médica

A Luta continua

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Caros Colegas:


Chegamos ao fim de uma campanha que durou vários meses, visando à eleição para a diretoria do Simers. Durante esse período realizamos reuniões, expusemos ideias, fizemos denúncias – todas fundamentadas — emitimos opiniões e apresentamos propostas.

Se, por um lado, não obtivemos a vitória, por outro lado sentimo-nos orgulhosos por não nos omitirmos, e termos lutado muito para que a democracia pudesse vigorar na eleição.

Para isso, tivemos que recorrer ao Poder Judiciário que concordou com nossas teses e nos deu ganho de causa, permitindo que se evitasse uma irregularidade: a aclamação de uma chapa sem a possibilidade de escolha pela comunidade médica.

A apuração dos cerca de 4.000 votos, com quase 1.000 invalidados por falta de requisitos legais (como votos sem o carimbo da EBCT), mostrou 69,66% dos votos para a chapa vencedora e 30,34 % dos votos para a Renovação Médica. Salienta-se, dessa forma, uma das falhas registradas nesse sistema de votação elaborado pela atual diretoria do Simers (quase 1/3 dos votos não foram computados), assim como o número restrito de votantes para o importante cargo que representará a política sindical da categoria médica do Rio Grande do Sul para o triênio 2013/2015.

Nesse momento, resta-nos agradecer aos que confiaram em nossas propostas e aguardar que as denúncias feitas resultem num maior controle sobre as atividades do SIMERS e o fim das irregularidades apontadas.

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O orgulho de devolver a Democracia ao Simers

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Na quinta-feira, 14 de março, tem fim o prazo para postagem dos votos pelo correio. Quem não o fez e deseja participar do pleito deve comparecer, também na referida data, à sede do Sindicato Médico (Rua Cel. Corte Real, 975, em Porto Alegre), das 8h às 18h, para votar presencialmente.

Chega ao fim o período eleitoral no Sindicato Médico do Rio Grande do Sul. E com ele, um sentimento de orgulho que a Chapa 2 — Renovação Médica não pode deixar de manifestar. Sim, estamos orgulhosos por representar uma parcela expressiva e crescente de médicos que deseja renovação, dignidade, transparência e ética em sua entidade sindical.

Desde o início desse processo, há cerca de noves meses, lutamos contra uma série de obstáculos de ordem política (estatuto e regimento eleitoral criados para impedir o surgimento de oposição), ética (tivemos dificuldade em compor a nominata, pois vários médicos declararam-se temerosos de represálias) e financeira (realizamos uma campanha com parcos recursos arrecadados entre os integrantes da chapa, enfrentando um concorrente que só em correspondências gastou aproximadamente 40 mil reais).

Esforços somados a fim de que categoria tivesse a oportunidade de escolher democraticamente seus dirigentes (fato ocorrido apenas uma vez nestes últimos 15 anos), assim como de conhecer um outro Sindicato, distante daquele estampado em capas de revistas e em caros apedidos. Acreditamos ter alcançado sucesso nos dois objetivos.

Apesar de todo o empenho em contrário, a Justiça acatou a nossa tese e determinou a realização da eleição. Observe o trecho abaixo, extraído da sentença proferida pelo Juiz do Trabalho, Edson Pecis Lerrer (leia a íntegra clicando aqui).

“Além disso, considero que as exigências estabelecidas tanto no Estatuto, quanto no Regimento Eleitoral do SIMERS, assim como os prazos previstos, inviabilizam um processo eleitoral democrático, tendo em vista ser praticamente impossível arregimentar, dentre os associados, o número de candidatos necessários, assim como providenciar a respectiva documentação, para a constituição de mais de uma chapa, mormente no período exíguo de doze dias (da publicação do edital até o término do prazo das inscrições), como verificado no caso em análise.”

Nenhum dos fatos que apresentamos em nosso blog Renovação Médica, atribuindo má-gestão, desperdício e uso privado dos recursos do Simers podem ser atribuídos a “forças ocultas” ou a uma grande conspiração arquitetada por um funcionário demitido. Todos estão baseados em elementos, tais como notas fiscais de fretamento de aeronaves para fins eleitorais (veja aqui), extratos de pagamentos de diárias no exterior em viagens sem representação comprovada (veja aqui), Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Trabalho que obriga o cumprimento de um conjunto de exigências trabalhistas (veja aqui), entre outros alertas e denúncias documentadas. Quanto ao TAC, por exemplo, o MPT/RS ouviu grupo de funcionários e ex-funcionários, representantes da administração e analisou documentos do Departamento Pessoal do Simers. Outras irregularidades ainda estão sendo investigadas pelo órgão, como o não pagamento de sobreaviso para os jornalistas de plantão, que apresentamos recentemente (leia aqui).

Nosso trabalho rendeu debates, alertas e devolveu a Democracia ao Sindicato. Cabe aos médicos agora fazerem sua escolha com calma, sem medo. Independentemente do que a urnas apontarem, se o escrutínio transcorrer de forma segura e sem anormalidades, a Chapa 2 — Renovação Médica acolherá o seu resultado. O que não significa abandonarmos o papel de oposição vigilante e atuante para que mudanças ocorram no Simers, e ele torne-se verdadeiramente de todos — e não de uma só pessoa.

Obrigado por nos acompanhar nessa jornada. E a luta continua!

Dia 14 de março vote Chapa 2 — Renovação Médica, por uma representação digna, transparente e ética no Simers.

Conheça nossos integrantes: Luiz Alberto Grossi

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Luiz Alberto Grossi (CRM/RS 8232) é médico formado na UFPEL, cirurgião geral e emergencista. Pertecente ao corpo clinico do Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus, Hospital Ernesto Dornelles e Hospital Divina Providência. Foi preceptor da residência de Cirurgia do Hospital Petropólis. Socorrista da Unimed. Ex secretário-geral do SIMERS de diretorias anteriores, com marcada atuação no interior do Estado. Afastou-se  por não concordar com decisões arbitrárias do então, atual, presidente. Foi também presidente da Federação Médica Sul Brasileira de 2004 a 2005.

Por que Argollo não quer a eleição?

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Leia Tentativa de golpe nas eleições do Simers
Leia Golpe nas eleições do Simers — Parte 2
Leia Argollo tenta suspender eleições pela terceira vez

Diante de tamanho esforço desprendido por Argollo em impedir que o médico associado escolha livremente o comando de seu Sindicato, lançamos a pergunta: Por que Argollo não quer a eleição? Oferecemos algumas possibilidades.

-Será porque a Chapa 2 — Renovação Médica fará uma profunda e minuciosa auditoria contábil em todas as contas do Simers durante o período administrativo de Argollo?

-Será porque todos os contratos de serviços terceirizados (seguro, gráfica, empresa de segurança, e outros), seus valores e comissionamentos serão analisados pormenorizadamente?

-Será porque todo o resultado dessa apuração, sem ressalvas, terá o devido encaminhamento aos órgãos fiscalizadores competentes e chegará ao conhecimento da categoria pelos adequados meios de comunicação?

-Será porque faremos um processo de revisão estatutária verdadeiramente em conjunto com a categoria, transformando o Estatuto Social do Simers em um documento democrático e com regras definidas e limpas quanto à eleição, com cláusulas que impeçam o continuísmo e não dificultem a formação de grupos opositores — deixando mais do que claro a forma política de como Argollo atuou ao longo de 15 anos?

-Será porque modificaremos a maneira de gerenciar os recursos do Simers, diminuindo verbas absurdamente altas aplicadas em marketing e apedidos desnecessários (por exemplo), e investindo em áreas e projetos que revertam em benefícios diretos para os associados?

-Será porque nosso modelo de gestão será tão dispare do praticado por Argollo, mas melhorando a performance administrativa e política, demonstrará que sim, é possível conduzir o Simers de maneira descentralizada, democrática e transparente, e mesmo assim atingir ótimos números de crescimento?

-Será porque estamos diante de um momento único, a oportunidade tão duramente conquistada de levar o Simers a outro patamar: a um sindicato de toda a categoria, que deixará pra trás as práticas mais obscuras e torpes para atingir e manter-se no poder?

Argollo sabe que faremos tudo isso.

Você tem a oportunidade de responder a estas questões. Vote Chapa 2 — Renovação Médica. Remeta seu voto lacrado pelo Correio (pode depositar em qualquer agência postal ou caixas de recolhimentos espalhadas pelo Estado) ou vote presencialmente na sede do Simers, durante o dia 14 de março.

Argollo quer “fazer” em 30 dias o que não fez em 15 anos

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Desde que a Justiça reverteu as decisões arbitrárias e parciais da Comissão Eleitoral, e obrigou o Simers a realizar eleições para a escolha de seus dirigentes, Argollo, agora em seu mandato tampão à frente do Sindicato, acentuou uma de suas principais características: a produção de factoides. É claro, todos voltados à “resolução” dos problemas que afligem a categoria por longo tempo. Como que por mágica, alguns deles vêm encontrando “soluções” em reuniões com secretários de saúde, diretores de hospitais, políticos e outras autoridades. Tudo registrado por câmeras e microfones, devidamente publicado no site da entidade e divulgado de diferentes formas aos médicos. As “soluções”, no entanto, não são imediatas. Elas começam a ser empreendidas lentamente, estudadas e, talvez, quem sabe, a partir de março, provavelmente depois do dia 15 (em 14/3 encerra-se o período eleitoral no Sindicato).

Vemos esse filme a cada eleição partidária, especialmente produzido e exibido por quem está no poder há muito tempo. São as velhas promessas políticas. As propostas de Argollo na única eleição realizada em sua era de poder exacerbado, você lembra quais foram? Sabe se elas foram minimamente cumpridas? Então leia abaixo o folheto da campanha da Chapa 1 — Simers Independente, de 2006.

Volante-ChapaIndep-3

Vamos ajudá-lo na análise

Remuneração/Plano de Carreira: Quanto a sua remuneração, ela melhorou de 2007 até os dias atuais? Desconsiderando apenas reposições inflacionárias, qual foi o ganho real, ou melhor, a recuperação do poder de compra de seu salário/remuneração? Sobre Plano de Carreira: entregar propostas a prefeitos ainda é muito pouco. Mas antes de concluir sua opinião leia aqui.

Plantão 24 Horas (Diretor, advogado e jornalista): Já existe desde o primeiro mandato de Argollo em 1998, sendo que até pouco tempo o “plantão” de diretoria era exercido por um funcionário do Simers, que filtrava as ligações recebidas pelo 0800. Algumas delas realizadas por colegas em estado de aflição, querendo uma resposta imediata do diretor de seu Sindicato, mas que encontravam apenas uma etapa burocrática até alcançar seu intento. Os plantões realizado por jornalistas, não remunerados para essa função, estão sendo alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho (leia aqui), e que provavelmente irá gerar um passivo trabalhista considerável ao Sindicato.

Cartão-ponto: Nada de positivo aos médicos, que continuam cumprindo suas jornadas (não por metas) e “batendo cartão-ponto” agora por registro biométrico.

Precarização do trabalho: Algumas das “cooperativas” existentes foram substituídas por empresas. Surgiram as fundações e institutos, e a relação de trabalho direta empregador/médico está cada vez mais difícil de ser obtida.

CBHPM: Nenhum convênio adotou a tabela pela banda plena, nem mesmo a maior cooperativa médica.

Erro Médico: O projeto em questão não avançou, apesar das insistentes matérias produzidas pela revista Vox Medica dizendo o contrário. Sobre erro médico Argollo pensa que o melhor para a categoria é o sentimento de medo recorrente, isso fideliza o associado à entidade e à possível necessidade de usar seus serviços jurídicos (leia aqui).

Não se deixe enganar. Aliás, não se deixe usar por quem te engana.

Diga não à politicagem, vote Chapa 2 — Renovação Médica.

A verdade sobre os resultados da era Argollo — IV

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Resultados da era Argollo, publicados em seu site de campanha: “Já impedimos na Justiça que enfermeiras façam diagnóstico e solicitem exames.”

Fórmula Argollo: Esconda o que não lhe interessa politicamente

Novamente aqui Argollo conta somente a parte da história que lhe interessa e sugere que já fez o necessário e o suficiente pelo Ato Médico.

Em primeiro lugar, apesar da importância da ação judicial a que se refere, a vitória é parcial. Não fosse assim, tantos não demandariam grande esforço para aprovar o PL do Ato Médico, e não seriam necessários outros ajuizamentos deste tipo movidos pelo próprio Sindicato (no site www.jfrs.jus.br, ícone “Consulta Processual Unificada”, basta digitar o n.º 200971000243263 para conhecer melhor).

Pelo site da Justiça federal, observa-se que a medida liminar que tinha por objetivo impedir alguns procedimentos dos profissionais de enfermagem no âmbito do Grupo Hospitalar Conceição, o maior complexo hospitalar público de Porto Alegre (percebam que, embora anuncie vitória a nível nacional, o problema persiste, e no quintal da gente) foi indeferida — 26/02/2010 18h20 – Despacho/Decisão – Liminar/Antecipação de Tutela Indeferida. Dessa decisão o SIMERS interpôs Agravo de Instrumento, que foi convertido em retido e será julgado junto com uma eventual apelação em caso de sentença improcedente. Ou seja: infelizmente, vitória dos profissionais de enfermagem, ainda que possa ser modifica na sentença ou recursos.

A luta pelo Ato Médico é uma luta de todos os médicos. E segue viva.

“Vivemos num país maquiado, em que se as coisas ‘parecerem’ benfeitas, já está ótimo. Por fora, bela viola. O Brasil hoje é visto como um país moderno e estável. Mas como andará o esqueleto desse país que se declara tão sólido?”. Martha Medeiros

Leia A verdade sobre os resultados da era Argollo

Leia A verdade sobre os resultados da era Argollo — II

Leia A verdade sobre os resultados da era Argollo — III

Argollo tenta suspender eleições pela terceira vez

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Mas e não é que Argollo tenta impedir mais uma vez as eleições?  Ao que parece, deseja fazê-lo a todo custo, pois ajuizou uma Medida cautelar com pedido liminar que visa suspender a decisão anterior que mandou ocorrer as eleições.

A Justiça, porém, novamente foi favorável aos argumentos da Chapa 2 — Renovação Médica e indeferiu a medida, pois o relator do processo entendeu que o prejuízo aos médicos associados ao Simers seria enorme, uma vez que não poderiam exercer seu direito de voto.

É isso mesmo, enquanto a Chapa 1 pede votos aos médicos e posa de democrata e independente, quando ninguém vê, longe das câmeras e por debaixo dos panos, paradoxalmente busca impedir que os mesmos médicos possam votar, ou seja, exercer o legítimo poder de escolha.

O que a Chapa 2 — Renovação Médica fez para neutralizar mais esta tentativa de golpe, desta vez com a votação já em curso? Nossa assessoria jurídica contestou a medida cautelar no último dia  18 de fevereiro e em breve teremos julgamento do mérito.

O contraditório de tudo é que  em reuniões com cúpula do Simers, Argollo afirma aos seus  correligionários que está confiante e que pretende ganhar no voto, traindo a própria confiança dos seus aliados ao agir pelas costas da própria diretoria e de todos os médicos associados, tentando suspender a eleição. Por que Argollo teme tanto às urnas?

ATENÇÃO! Se você ainda não votou pelo correio, escolha quem defende eleições livres, honestas e democráticas, vote Chapa 2 — Renovação Médica.  Se você ainda não enviou seu voto pelo correio o faça o quanto antes, tomando o cuidado de votar corretamente e lacrar os envelopes. Mas cuidado, só existem duas maneiras de votar: pelo correio ou presencialmente no dia 14/3, na sede do Sindicato. Não entregue ou mande entregar o envelope com a cédula por correspondência no Simers, pois não há garantia de ser validado, nem da integridade do voto. A cédula deve ser enviada exclusivamente via correio (o voto só é válido com a chancela de uma agência postal). Se preferir vote presencialmente no dia 14/3.

Leia Tentativa de golpe nas eleições do SIMERS

Leia Golpe nas eleições do SIMERS — Parte 2

Diga não ao golpe. Vote Chapa 2 — Renovação Médica!

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