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Arquivo da tag: expurgo de diretores

Conheça nossos integrantes: Sami El Jundi

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Sami A. R. J. El Jundi (CRM/RS 23935) é médico, especialista em Clínica Médica com mestrado em Medicina Forense pela Universitat de Valencia e pós-graduação em Tratamento da Dor e Medicina Paliativa. Atua como professor da Faculdade de Direito da UFRGS, das pós-graduações em Toxicologia Forense da FEEVALE (RS) e Perícia Forense da FAG (PR), do Master en Medicina Forense da Universitat de Valencia (Espanha), além de ser o criador e coordenador do curso de especialização em Direito Médico da Escola Superior Verbo Jurídico (RS). Foi diretor do SIMERS e diretor da FENAM, tendo sido um dos responsáveis pela propositura e redação da PEC da Carreira de Estado para Médicos. Dedica-se à assistência técnica na defesa de médicos acusados por “erro médico”, nos âmbitos administrativo, cível e criminal. Afastou-se do sindicato em 2012 por não concordar com decisões arbitrárias do atual presidente.

Integrante da Chapa Renovação Médica esteve à frente da PEC de Carreira de Estado

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Reprodução da revista Vox Medica n.º 50, de março de 2010

Reprodução da revista Vox Medica n.º 50, de março de 2010, pág. 24

O Projeto de Carreira Médica apontado pela chapa situacionista como solução definitiva para que os profissionais de Medicina se estabeleçam nos pequenos municípios gaúchos, na verdade tem como base a Proposta de Emenda Constitucional de Carreira de Estado (PEC 454/09), produto do trabalho de um dos integrantes da Chapa Renovação Médica, o colega Sami El Jundi. Enquanto atuou como diretor do Simers, ele teve papel fundamental em várias importantes frentes políticas, mas uma das mais significativas foi em Brasília, como articulador do Escritório Parlamentar do Sindicato na Capital Federal. Neste período, Sami teve a iniciativa de retomar o embrião do projeto (bandeira antiga do movimento médico), negociá-lo com a bancada do DEM, e redigi-lo, em parceria com o deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO).

 Veja trecho da Revista Vox Medica, nº 50, de março de 2010 (pág. 25)

VoxMedica50-25-detalhe

O objetivo do escritório que tinha Sami à frente (estranhamente fechado por Argollo, apesar dos ótimos resultados alcançados, e que será reativado em breve por nossa chapa — leia abaixo as propostas de Política Sindical) era exercer influência sobre deputados federais e senadores para que eles acolhessem propostas de interesse da categoria, fazendo-as tramitar com maior rapidez.

Para se obter resultados na área médica são necessários esforço e conhecimento. Quem não exerce mais a Medicina, está longe da realidade profissional e fica sentado numa sala refrigerada o dia inteiro, jamais conseguirá desatar os nós que emperram as soluções dos problemas da categoria médica. Quatorze anos sem nenhuma grande vitória comprovam isso. Os médicos gaúchos não querem apenas serviços. Seu sindicato precisa ser muito mais do que um simples despachante. A Chapa Renovação Médica mudará esta realidade.

Reprodução da revista Vox Medica, n.º 50, de março de 2010, pág. 25

Reprodução da revista Vox Medica, n.º 50, de março de 2010, pág. 25

Nossas propostas

Política sindical qualificada e efetiva:

– Maior presença em negociações e menos gastos com apedidos e marketing inútil, a serviço apenas do culto à personalidade.

– Política sindical moderna e efetiva se faz com competência e elegância, sem agressões desnecessárias a autoridades.

– Treinamento e qualificação de negociadores, com vistas aos dissídios e acordos coletivos da categoria.

– Treinamento e qualificação dos diretores em temas sindicais, políticos, legislativos e jurídicos de interesse dos médicos.

– Atuação também na saúde suplementar, onde a ANS e os contratos com as operadoras de planos de saúde têm sido lesivos aos interesses dos médicos.

Reativação do escritório parlamentar do SIMERS, do qual saiu, entre outras propostas, a PEC da Carreira de Estado para Médicos. Questões relevantes para os médicos são decididas nos parlamentos estadual e federal e não podem ser tratadas de maneira pontual e amadora.

– Prioridade na inclusão de cláusulas em contratos de trabalho e acordos coletivos que considerem as especiais condições das mulheres na Medicina.

Diga não ao continuísmo. Vote Chapa 2!

Renovação Médica – Por representação digna, transparência e ética no Simers

Golpe nas eleições do SIMERS – Parte 2

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Em  recente reunião da cúpula do SIMERS, o presidente da gestão anterior do sindicato (que atualmente exerce o cargo com ata de posse sem validade legal), disse para sua diretoria (que também empossou de forma idem) estar “confiante na sua reeleição” e que não recorreria da decisão da Justiça, reiniciando o processo eleitoral com as duas chapas. O único porém, é que já havia entrado com recurso no dia 24 de janeiro, antes da referida reunião, omitindo a verdade para seus próprios diretores e aliados. Aliás, tão confiante que investiu, além de alta soma em dinheiro para contratação de renomado escritório de advocacia para impedir a reabertura das eleições, mais R$ 6 mil para recorrer da sentença.

Em resumo, este foi mais uma capítulo na tentativa de Argollo em perpetrar seu golpe eleitoral,  pois recorreu da decisão da Justiça sem o conhecimento e em contrariedade a seus próprios aliados no intento de suspender novamente a eleição. Só que desta vez, o juiz sequer notificou a Chapa 2, mantendo sua decisão anterior. Fica ainda uma pergunta, quem financia essas despesas na Justiça, a Chapa 1 ou o Simers?

Diga não ao golpe. Vote Chapa 2!

Renovação Médica – Por representação digna, transparência e ética no Simers

Renovação Médica - Vote Chapa 2

Manifesto

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Renovação Médica

Pela representação digna, transparência e ética no SIMERS

     Em 1998, um grupo de 24 médicos organizados em torno da “Chapa 2″ disputou as eleições do SIMERS com a chamada “Por um Simers forte, presente e atuante”, dizendo que “estamos assistindo a um melancólico círculo vicioso”e que era “preciso colocá-lo a serviço da categoria, como vanguarda do movimento médico”. A proposta de renovação dizia que a manutenção ao longo de décadas de um mesmo grupo dirigente, com uma visão superada da realidade médica, distante da vivência diária da maior parte dos médicos representa, no entanto, um peso demasiado”.

     A história todos conhecemos: a Chapa 2, liderada por Paulo de Argollo Mendes e Maria Rita de Assis Brasil venceu as eleições daquele ano 1998 e se manteve no poder até hoje por meios supostamente democráticos. Nos últimos 14 anos, o SIMERS cresceu, e muito: passou de pouco mais de 1.000 associados para 13.000; de uma receita de R$ 20.000 para R$ 20.000.000; de instituição obscura a uma das mais conhecidas do RS e do Brasil; de uma entidade decadente em uma das maiores empresas prestadoras de serviços aos médicos do Brasil.

     Porém, ao longo desses 14 anos, diversas manobras foram feitas pelo grupo dirigente atual, justamente para manter aquilo que criticavam em seu material de campanha de 1998: o continuísmo. Foram realizados diversos expurgos de diretores de reconhecida contribuição à instituição, por manifestarem crítica e insatisfação, não apenas com as arbitrariedades do seu principal dirigente, mas também com a gestão temerária da entidade. Ferindo o espírito democrático, expedientes que causariam inveja aos irmãos Castro foram adotados. Os estatutos, por exemplo, foram alterados por três vezes, de forma a inviabilizar qualquer tipo de oposição, para assim garantir a reeleição eterna do atual presidente, prática que deixaria até mesmo Hugo Chávez corado. Não bastasse isso,  a entidade se voltou de tal maneira para os interesses particulares de quem comanda, que o “jeton” da reunião de diretoria (que dura duas horas e tem jantar gratuito) é superior à remuneração de um plantão médico de 12 horas. Isso, sem mencionar gastos demasiados em comunicação cujos resultados questionáveis estão mais focados em ufanar a presidência da entidade ou em gerar e alimentar factóides na mídia para disfarçar a falta de políticas para a categoria.

     A inabilidade negocial da atual gestão se reflete não apenas na carência de conquistas reais com impacto positivo no dia a dia dos médicos, mas também no crescente desgaste da imagem destes junto à sociedade. A inabilidade e truculência do presidente nas negociações vêm conquistado mais inimigos à classe médica do que ganhos reais para a categoria.  Aliás, nosso presidente há tempos não é mais médico e sabe-se até que andou defendendo o reconhecimento de diplomas estrangeiros.

     Não se ignoram os imensos serviços prestados pelo SIMERS aos seus associados, principalmente os jurídicos, os quais recebem avaliações positivas de mais de 90% dos médicos, ainda que menos de 3% deles realmente tenham feito uso desses e de outros serviços. Ou seja, avaliamos positivamente algo apenas pela sensação de segurança que sua existência nos provoca. Mas será que estarão lá quando os médicos realmente precisarem? E terão a qualidade necessária? E o preço pago, é justo?

     Por essa razão, e outras que mostraremos e demonstraremos ao longo dos próximos dias, que agora um novo grupo de médicos, muitos dos quais expurgados da atual direção justamente por suas críticas, resolveu reunir-se e constituir sua “Chapa 2”. Os tempos mudaram, e agora tivemos de reunir 75 colegas em 34 cidades para enfrentar essa eleição (mais uma dificuldade criada nas sucessivas alterações estatutárias e que triplicou as despesas com “jetons” e diárias de reuniões no Hotel Sheraton), mas as críticas continuam as mesmas, com uma diferença: o SIMERS, que deveria ser dos médicos, agora tem um dono. Nada que já não tenhamos visto em uma certa ilha do Caribe, que em 1959 derrubou um ditador, para colocar outro em seu lugar.

     Ao longo dos próximos dias, traremos a público informações importantes sobre o funcionamento real do SIMERS, os desmandos de sua gestão e os prejuízos – políticos e financeiros – causados aos médicos. Mas não ficaremos apenas na denúncia, e apresentaremos também as propostas para mudar isso, para trazer nossa entidade “distante da vivência diária da maior parte dos médicos” de volta para sua vocação de servir aos interesses da categoria médica, e não do grupo dirigente de plantão.

     E começamos com aquela que nos é mais cara, em tempos de CPIs cascateiras: a TOTAL TRANSPARÊNCIA das prestações de contas do SIMERS, com divulgação de balanços detalhados, e dos valores pagos aos diretores (remuneração, diárias, jetons, etc), pois, afinal, esses valores são custeados com a sua, com a nossa mensalidade.

     Sindicatos não produzem nada, pois seu principal capital é a  capacidade negocial e capacidade de serviços. Se sustentam no nosso trabalho, de nossas contribuições. E, nada mais ético e justo que nos informem exatamente o que fazem com as mensalidades (caras) que pagamos. O SIMERS voltou ao “melancólico círculo vicioso” de 1998 e está na hora de mudar de novo, para melhor e para valer.

Sami El Jundi | Luiz Grossi | Marcos Rovinski

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