Assinatura RSS

Arquivo da tag: factóides na mídia

Por que Argollo não quer a eleição?

Publicado em

Leia Tentativa de golpe nas eleições do Simers
Leia Golpe nas eleições do Simers — Parte 2
Leia Argollo tenta suspender eleições pela terceira vez

Diante de tamanho esforço desprendido por Argollo em impedir que o médico associado escolha livremente o comando de seu Sindicato, lançamos a pergunta: Por que Argollo não quer a eleição? Oferecemos algumas possibilidades.

-Será porque a Chapa 2 — Renovação Médica fará uma profunda e minuciosa auditoria contábil em todas as contas do Simers durante o período administrativo de Argollo?

-Será porque todos os contratos de serviços terceirizados (seguro, gráfica, empresa de segurança, e outros), seus valores e comissionamentos serão analisados pormenorizadamente?

-Será porque todo o resultado dessa apuração, sem ressalvas, terá o devido encaminhamento aos órgãos fiscalizadores competentes e chegará ao conhecimento da categoria pelos adequados meios de comunicação?

-Será porque faremos um processo de revisão estatutária verdadeiramente em conjunto com a categoria, transformando o Estatuto Social do Simers em um documento democrático e com regras definidas e limpas quanto à eleição, com cláusulas que impeçam o continuísmo e não dificultem a formação de grupos opositores — deixando mais do que claro a forma política de como Argollo atuou ao longo de 15 anos?

-Será porque modificaremos a maneira de gerenciar os recursos do Simers, diminuindo verbas absurdamente altas aplicadas em marketing e apedidos desnecessários (por exemplo), e investindo em áreas e projetos que revertam em benefícios diretos para os associados?

-Será porque nosso modelo de gestão será tão dispare do praticado por Argollo, mas melhorando a performance administrativa e política, demonstrará que sim, é possível conduzir o Simers de maneira descentralizada, democrática e transparente, e mesmo assim atingir ótimos números de crescimento?

-Será porque estamos diante de um momento único, a oportunidade tão duramente conquistada de levar o Simers a outro patamar: a um sindicato de toda a categoria, que deixará pra trás as práticas mais obscuras e torpes para atingir e manter-se no poder?

Argollo sabe que faremos tudo isso.

Você tem a oportunidade de responder a estas questões. Vote Chapa 2 — Renovação Médica. Remeta seu voto lacrado pelo Correio (pode depositar em qualquer agência postal ou caixas de recolhimentos espalhadas pelo Estado) ou vote presencialmente na sede do Simers, durante o dia 14 de março.

O ideal coletivo contra o pensamento mágico

Publicado em

Há duas propostas em jogo nesta eleição do Simers, colocando em pontos opostos:

1. Alguém que acena com várias possíveis soluções mágicas em mãos, em período pré-eleitoral. Observe que, como a base dos Planos de Carreiras está pronta há anos, e já era promessa de campanha em 2006, entregar papéis para este ou aquele prefeito tem apenas um único significado maior neste momento: o do próprio ato, nenhuma garantia a mais.

Mais do que isto, “guardar o feito” para ser utilizado no período pré-eleitoral, determina outro significado óbvio: ATRASO. Engavetar ou inviabilizar projetos de interesse dos médicos, esperando o momento eleitoral (ou pessoal) para tirá-los da gaveta, independentemente dos prejuízos gerados, não é correto.

2. Um grupo que demonstra muita preocupação, mas disposto a trabalhar forte para manter tudo que se fazia de bom (com conhecimento de causa), evitar prejuízos (temos plena noção que o modelo atual não é sustentável por muito tempo, ou seja, há turbulências adicionais em nossa rota) e inovar para avançar. Inovar significa, por exemplo:

– No SUS: Fazer os Planos de Carreira e Cargos existirem de fato, e isto não brota do chão, muito menos prontamente a partir de um cafezinho com o político, por mais bem intencionado que seja o prefeito.

– Na Saúde Suplementar: Buscar influenciar direta ou indiretamente quem dita as regras do mercado, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), buscando espaço para os médicos na discussão de novos modelos de remuneração para o setor da saúde, da qual participam, hoje, eminentemente, representantes de hospitais e dos planos de saúde.

A apresentação dos primeiros resultados do grupo de trabalho (GT) da ANS e que reuniu Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde),  União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) e a Unimed do Brasil tem rendido muita discussão e controvérsias em fóruns de gestão financeira e custos de instituições de saúde. Novidades virão, queiramos ou não.

Incrivelmente, se você fizer hoje uma breve pesquisa em Digite o que deseja encontrar no site do Simers, utilizando qualquer um dos termos clássicos que dizem respeito às alternativas de novos modelos de remuneração para o setor que vêm sendo discutidas, havendo prós e contras em quase todas (com consequências para os médicos, é claro), nada encontrarás. Se procurares médicos envolvidos nestes fóruns, perceberás claramente um viés de gestão na imensa maioria deles.

A Chapa 2 — Renovação Médica mudará este cenário, usando de recursos do Sindicato não para marketing apenas, mas para fazer especialistas em novos modelos de remuneração trabalharem também a lógica do médico!

Argollo quer “fazer” em 30 dias o que não fez em 15 anos

Publicado em

Desde que a Justiça reverteu as decisões arbitrárias e parciais da Comissão Eleitoral, e obrigou o Simers a realizar eleições para a escolha de seus dirigentes, Argollo, agora em seu mandato tampão à frente do Sindicato, acentuou uma de suas principais características: a produção de factoides. É claro, todos voltados à “resolução” dos problemas que afligem a categoria por longo tempo. Como que por mágica, alguns deles vêm encontrando “soluções” em reuniões com secretários de saúde, diretores de hospitais, políticos e outras autoridades. Tudo registrado por câmeras e microfones, devidamente publicado no site da entidade e divulgado de diferentes formas aos médicos. As “soluções”, no entanto, não são imediatas. Elas começam a ser empreendidas lentamente, estudadas e, talvez, quem sabe, a partir de março, provavelmente depois do dia 15 (em 14/3 encerra-se o período eleitoral no Sindicato).

Vemos esse filme a cada eleição partidária, especialmente produzido e exibido por quem está no poder há muito tempo. São as velhas promessas políticas. As propostas de Argollo na única eleição realizada em sua era de poder exacerbado, você lembra quais foram? Sabe se elas foram minimamente cumpridas? Então leia abaixo o folheto da campanha da Chapa 1 — Simers Independente, de 2006.

Volante-ChapaIndep-3

Vamos ajudá-lo na análise

Remuneração/Plano de Carreira: Quanto a sua remuneração, ela melhorou de 2007 até os dias atuais? Desconsiderando apenas reposições inflacionárias, qual foi o ganho real, ou melhor, a recuperação do poder de compra de seu salário/remuneração? Sobre Plano de Carreira: entregar propostas a prefeitos ainda é muito pouco. Mas antes de concluir sua opinião leia aqui.

Plantão 24 Horas (Diretor, advogado e jornalista): Já existe desde o primeiro mandato de Argollo em 1998, sendo que até pouco tempo o “plantão” de diretoria era exercido por um funcionário do Simers, que filtrava as ligações recebidas pelo 0800. Algumas delas realizadas por colegas em estado de aflição, querendo uma resposta imediata do diretor de seu Sindicato, mas que encontravam apenas uma etapa burocrática até alcançar seu intento. Os plantões realizado por jornalistas, não remunerados para essa função, estão sendo alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho (leia aqui), e que provavelmente irá gerar um passivo trabalhista considerável ao Sindicato.

Cartão-ponto: Nada de positivo aos médicos, que continuam cumprindo suas jornadas (não por metas) e “batendo cartão-ponto” agora por registro biométrico.

Precarização do trabalho: Algumas das “cooperativas” existentes foram substituídas por empresas. Surgiram as fundações e institutos, e a relação de trabalho direta empregador/médico está cada vez mais difícil de ser obtida.

CBHPM: Nenhum convênio adotou a tabela pela banda plena, nem mesmo a maior cooperativa médica.

Erro Médico: O projeto em questão não avançou, apesar das insistentes matérias produzidas pela revista Vox Medica dizendo o contrário. Sobre erro médico Argollo pensa que o melhor para a categoria é o sentimento de medo recorrente, isso fideliza o associado à entidade e à possível necessidade de usar seus serviços jurídicos (leia aqui).

Não se deixe enganar. Aliás, não se deixe usar por quem te engana.

Diga não à politicagem, vote Chapa 2 — Renovação Médica.

A verdade sobre os resultados da era Argollo — II

Publicado em

Resultados da era Argollo, publicados em seu site de campanha

Bolsa residência: Reajuste de 22% na bolsa de residência

Fórmula Argollo: Aproprie-se de ideias e projetos bem-sucedidos

A vitória dos médicos residentes, obtendo o reajuste e outros benefícios, foi fruto maior do trabalho de diversas associações de médicos residentes Brasil afora, e, principalmente, da mobilização de milhares de residentes que entraram em greve no ano de 2010, durante 30 dias. Médicos de todas as cores e bandeiras. Natan Katz, por exemplo, integrante da Chapa 2 — Renovação Médica, foi uma das lideranças a atuar forte na história recente do movimento de médicos residentes (assista ao vídeo, acima). Assim como ele, os colegas Marcelo Denes Lucho e Fábio Dantas Filho, que participaram da comissão estadual de greve em 2010, estão na nominata da Chapa 2. O Simers, apesar de ter oferecido apoio, auxílio logístico e financeiro a alguns segmentos do amplo movimento, não pode ser considerado o único, nem o principal responsável por essa conquista. Apropriar-se de vitórias protagonizadas por outras entidades e pessoas é uma total falta de respeito ao Movimento Médico.

Obs.:  E fomos surpreendidos positivamente ontem pela manifestação pública do atual presidente da Associação dos Médicos Residentes do Rio Grande do Sul (AMERERS), Diego Menegotto (embora não tenha assinado como tal ou feito referência), a favor da Chapa 2 — Renovação Médica.

Nossas propostas

No relacionamento e áreas de atuação com outras entidades médicas:

– Reconhecimento dos diferentes âmbitos de atuação e apoio ao exercício das prerrogativas de cada entidade médica e seu papel na construção de uma categoria forte e respeitada pela população, sem tutelas ou ameaças.

– Criação de um Conselho de Especialidades Médicas, de caráter consultivo, reunindo as direções das associações de especialidades médicas com o objetivo de assessorar a direção do SIMERS na abordagem de temas sindicais de interesse das diferentes especialidades.

– Criação de incubadora e estrutura de suporte ao funcionamento de entidades como a AMERERS, sociedades médicas por local de trabalho, pequenas cooperativas de trabalho médico e empresas coletivas de médicos (aquelas com finalidade apenas fiscal).

Leia: A verdade sobre os resultados da era Argollo

Resultados da era Argollo, publicados em seu site de campanha

Atendimento: As gerentes de relacionamento realizam 15 mil atendimentos individualizados por ano. Serviços contábeis: Mais de 18 mil atendimentos por ano. Serviços jurídicos: 27 mil atendimentos por ano, sendo 3 mil processos ativos.

Fórmula Argollo: Abuse do marketing de resultado

Isoladamente os números funcionam de forma positiva para categoria. Mas, se analisados com cuidado, eles poderiam ser muito maiores e com resultados bem mais eficientes. Se existisse uma adequada gestão de recursos humanos (leia: Argollo firma Terno de Ajustamento de Conduta com o MPT), teríamos colaboradores mais satisfeitos e melhor atendendo o associado. Caso houvesse um efetivo planejamento estratégico, poderíamos economizar recursos em apedidos, marketing e outros, concentrando investimentos nas áreas de defesa e afins.

 Nossas propostas

Reavaliação dos serviços, com a continuidade, melhora e ampliação dos que realmente interessam à categoria, através de:

– Austeridade na gestão, com foco em investimentos e controle da qualidade dos serviços: os melhores prestadores disponíveis para atender o médico quando ele necessitar.

– Política de valorização dos funcionários do SIMERS: são eles que atendem o médico em seu dia a dia e o bom exemplo começa na própria entidade.

– Extensão dos serviços do SIMERS à pessoa jurídica do médico associado, especialmente a consultoria e a defesa jurídica.

– Terceirização de serviços especializados e críticos como a defesa jurídica: médicos processados criminalmente não podem ser defendidos por advogados ganhando pouco mais que um estagiário! Nosso associado precisa da melhor defesa.

– Criação de serviço de atendimento e suporte aos médicos vitimados pelas más condições de trabalho e pelo estresse profissional, incluindo o burnout, alcoolismo e abuso de drogas, depressão, entre outras. Essas patologias são altamente incapacitantes e geradoras de preconceito, sendo capazes de destruir a vida profissional do médico.

Diga não ao continuísmo. Vote Chapa 2!

Renovação Médica – Por representação digna, transparência e ética no Simers

Simersgate III — O céu não está para brigadeiro

Publicado em

Já apresentamos a nota-fiscal fatura (uma delas, temos quatro que somam R$ 88.000,00) de algumas das viagens ao interior do Estado, realizadas pelo presidente do SIMERS em aeronaves fretadas (clique aqui para ler a respeito). Elas têm início no segundo semestre de 2011, e se intensificam neste ano de eleições na entidade. Mas nos surgiu um outro questionamento: porque o valor-hora das aeronaves da Uniair é mais elevado para o Sindicato? Compare os documentos abaixo, compare o valor hora. Gratuidade? Provamos ser mentira! Parceria? Que custa mais caro do que para quem adquire sem parceria?

Proposta: uso racional de apedidos

Publicado em

Telas da Prestação de Contas 2010 do SIMERS apontam números impressionantes

O “apedido” é uma publicação de grande utilidade e poder de alcance quando se objetiva comunicar um fato, um ponto de vista, uma posição política. Utilizá-lo com inteligência e estratégia está entre as obrigações do SIMERS. Os editais, por sua vez, são publicações de caráter legal, empregados para anunciar eleições, assembleias, etc. O SIMERS, por obrigatoriedade (até mesmo estatutária), lança mão deste recurso para fazer suas convocações. Tanto os apedidos como os editais são publicações pagas. E custam caro, variando conforme o jornal, dimensões e página a serem inseridos. Vamos dar uma noção: o exemplo abaixo, apedido 12,3 cm x 8 ,3 cm, publicado nos jornais Zero Hora (página 3), Correio do Povo (página indeterminada) e O Sul (página indeterminada) custou aos cofres do Sindicato R$ 19.030,00 (a valores da época, outubro de 2010).

Seguimos na demonstração. O apedido (10,2 cm x 8,3 cm) exibido na sequência foi publicado nos jornais Zero Hora, Correio do Povo, O Sul e Diário Gaúcho (todos em páginas indeterminadas). Custo total: R$ 11.328,00 (valores de janeiro de 2010).

Somando valores de editais e apedidos chegamos a números que impressionam. Em 2010, o SIMERS gastou a quantia de R$ 2.123.700,08, como mostra tela da Apresentação de Contas da entidade que ilustra este post. Não somos contra a utilização deste recurso de comunicação, apenas questionamos seu uso de maneira desmedida e sem critérios, fora os de ordem pessoal do presidente do Sindicato. Enquanto o SIMERS economiza em sua Assessoria Jurídica, gasta em um ano mais de dois milhões de reais em apedidos e editais. Todos precisavam ser publicados? Você não acha que o dinheiro de sua mensalidade pode ser tratado com mais responsabilidade?

Nossa proposta:

Estabelecer com a categoria critérios de publicação de apedidos e editais. Sujeitá-los à aprovação de um núcleo de diretores, não concentrando a atribuição a apenas uma só pessoa (atualmente, o presidente do SIMERS). Definir no Planejamento Estratégico e no orçamento anual, quantias máximas totais a serem empregadas nestas publicações, e segui-las à risca.

Argollo debocha dos associados do SIMERS

Publicado em

Criação de serviço desnecessário tenta camuflar gastos injustificáceis do presidente

Seria cômico, se não fosse um escancarado deboche. Depois de ser denunciado pelo movimento Renovação Médica por fretar aeronaves para fazer campanha no interior do RS, à custa dos associados, o presidente do SIMERS responde às acusações em seu melhor estilo: faz ouvidos moucos e cria uma “Força Aérea SIMERS” para atender aos médicos em suas emergências (?!), com advogado, jornalista e diretor.

Temos certa dificuldade para vislumbrar qual seria a emergência a acometer um associado que justificasse a disponibilização de uma “Força Aérea” para atendê-lo. Seria, por acaso, um infarto? Mas, nesse caso, o colega não precisaria de um advogado, mas de um médico e de uma UTI. Seria então uma prisão em flagrante? Nessa hipótese, teríamos que nos perguntar quantos associados foram presos em flagrante nos últimos anos, a justificar a manutenção de aeronaves fretadas à disposição para atendê-lo nessa “eventualíssima eventualidade”. O conceito em discussão é “custo-efetividade”, tema que surgiu como prioridade para discussão na Medicina apenas nas últimas décadas. É possível que quem não mais pratique a nobre arte há tanto tempo quanto nosso presidente desconheça sua importância. Ou é puro deboche!!!

Assim mesmo, não sejamos injustos com o presidente e concedamos-lhe o benefício da dúvida. Cogitemos a hipótese de que, em algum momento, tal emergência pudesse ocorrer, requerendo a presença de uma força-tarefa político-jurídica (poderíamos chamá-la de “Batalhão de Operações Político-Jurídicas Especiais” apenas para seguir o viés presidencial) em poucas horas no local. Nessa hipótese, teríamos primeiro que supor que a aeronave estivesse sempre disponível para o SIMERS, o que significa exclusividade, a custos inimagináveis.

Também, teríamos que sopesar o tempo necessário para disponibilizar a equipe e a aeronave e chegar à cidade em questão, contra o tempo de deslocamento da equipe por via terrestre, o que deixaria apenas as cidades mais distantes de Porto Alegre como passíveis de serem atendidas por tal serviço aéreo emergencial.

Ainda, há que se considerar que poucas cidades do interior do RS possuem aeroportos, obrigando o pouso de aviões em centros maiores e requerendo deslocamento por via terrestre. Ou seja, sobram muito poucos lugares para serem atendidos pela tal “Força Aérea SIMERS”, a não ser que se pretenda lançar diretores e advogados de pára-quedas. Bem, de nosso presidente, não se duvida mais nada.

E, finalmente, teríamos que voltar à primeira questão: qual a probabilidade de que, numa dessas poucas cidades nas quais pudesse haver algum benefício no uso de aeronaves, um médico associado venha a requerer assistência sindical com tal urgência que justifique a manutenção de uma “Força Aérea”?

Mesmo onde se justifica esse tipo de recurso – emergências médicas — há especial atenção para fazê-lo racionalmente : “The large majority of trauma patients transported by both helicopter and ground ambulance have low injury severity measures. Outcomes were not uniformly better among patients transported by helicopter. Only a very small subset of patients transported by helicopter appear to have any chance of improved survival based on their helicopter transport. This study suggests that further effort should be expended to try to better identify patients who may benefit from this expensive mode of transport” (Pubmed).

Ou seja, incapaz de responder PORQUE USAVA AERONAVES FRETADAS PARA FAZER CAMPANHA NO INTERIOR e QUANTO ISSO CUSTOU AOS ASSOCIADOS DO SIMERS, o presidente debocha dos médicos e oferece-lhes um serviço caríssimo, absolutamente desnecessário e inútil, esperando que assim esqueçam do mau uso que fez das receitas sindicais. Estaria ele, então, apenas testando as aeronaves e a qualidade do serviço de bordo quando foi flagrado por nossos olheiros?

Ora presidente, tenha mais respeito por nossa inteligência!!!

%d blogueiros gostam disto: