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Por que Argollo não quer a eleição?

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Leia Tentativa de golpe nas eleições do Simers
Leia Golpe nas eleições do Simers — Parte 2
Leia Argollo tenta suspender eleições pela terceira vez

Diante de tamanho esforço desprendido por Argollo em impedir que o médico associado escolha livremente o comando de seu Sindicato, lançamos a pergunta: Por que Argollo não quer a eleição? Oferecemos algumas possibilidades.

-Será porque a Chapa 2 — Renovação Médica fará uma profunda e minuciosa auditoria contábil em todas as contas do Simers durante o período administrativo de Argollo?

-Será porque todos os contratos de serviços terceirizados (seguro, gráfica, empresa de segurança, e outros), seus valores e comissionamentos serão analisados pormenorizadamente?

-Será porque todo o resultado dessa apuração, sem ressalvas, terá o devido encaminhamento aos órgãos fiscalizadores competentes e chegará ao conhecimento da categoria pelos adequados meios de comunicação?

-Será porque faremos um processo de revisão estatutária verdadeiramente em conjunto com a categoria, transformando o Estatuto Social do Simers em um documento democrático e com regras definidas e limpas quanto à eleição, com cláusulas que impeçam o continuísmo e não dificultem a formação de grupos opositores — deixando mais do que claro a forma política de como Argollo atuou ao longo de 15 anos?

-Será porque modificaremos a maneira de gerenciar os recursos do Simers, diminuindo verbas absurdamente altas aplicadas em marketing e apedidos desnecessários (por exemplo), e investindo em áreas e projetos que revertam em benefícios diretos para os associados?

-Será porque nosso modelo de gestão será tão dispare do praticado por Argollo, mas melhorando a performance administrativa e política, demonstrará que sim, é possível conduzir o Simers de maneira descentralizada, democrática e transparente, e mesmo assim atingir ótimos números de crescimento?

-Será porque estamos diante de um momento único, a oportunidade tão duramente conquistada de levar o Simers a outro patamar: a um sindicato de toda a categoria, que deixará pra trás as práticas mais obscuras e torpes para atingir e manter-se no poder?

Argollo sabe que faremos tudo isso.

Você tem a oportunidade de responder a estas questões. Vote Chapa 2 — Renovação Médica. Remeta seu voto lacrado pelo Correio (pode depositar em qualquer agência postal ou caixas de recolhimentos espalhadas pelo Estado) ou vote presencialmente na sede do Simers, durante o dia 14 de março.

A verdade sobre os resultados da era Argollo

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A fórmula não é própria, apenas adaptada ao universo médico: esconda o que não lhe interessa politicamente, aproprie-se de ideias e projetos bem-sucedidos, abuse do marketing de resultado, deixe os escrúpulos de lado e não se envergonhe da megalomania criativa. Misture estes elementos na dose certa e você terá o estilo Argollo de administrar. Demonstraremos, nesse e nos próximos posts, como ao longo de 15 anos à frente do Simers, e utilizando-se da fórmula exposta acima, o atual presidente (agora em mandato tampão) pouco apresentou de resultados concretos e expressivos à categoria — pois, afinal, serviços são importantes (e os manteremos e os aprimoraremos), mas não somos um grande escritório de contabilidade ou uma banca jurídica, somos um sindicato médico. Na sequência, apresentamos nossas principais propostas sobre cada tema.

Resultados da era Argollo, publicados em seu site de campanha

Interiorização: Percorridos mais de 100 mil quilômetros por ano em todo o estado.

Fórmula Argollo: Esconda o que não lhe interessa politicamente

Durante todo o período em que esteve atuando como diretor do Simers, o colega Luis Alberto Grossi (candidato a presidente pela Chapa 2 — Renovação Médica) foi o grande responsável pelo projeto de interiorização da entidade. Ele próprio viajava semanalmente a várias cidades gaúchas, negociando melhorias na remuneração de médicos, atendendo solicitações de apoio e de intermediação em conflitos com direções de hospitais e secretários municipais de saúde. Após sua saída, a estrutura de viagens montada por ele permaneceu. Na última gestão, o colega Luiz Felipe Lopes Araújo (que também integra a Chapa 2 — Renovação Médica) foi um dos diretores que mais viajou representando o Sindicato fora de Porto Alegre, até requisitar sua exoneração em 2012, por não concordar com certas práticas.

 Nossas propostas

Seguiremos percorrendo o interior e ampliando a atuação mediante:

– O SIMERS em sua região: descentralização dos serviços, com criação de verdadeiros polos regionais: sede com estrutura de apoio ao médico, serviços jurídicos no local e plantão regionalizado (o SIMERS na sua cidade, na hora em que você precisa).

– Descentralização da gestão política e da representação dos médicos, com criação de vice-presidências dos polos regionais: maior autonomia para defender os interesses dos médicos, de acordo com a realidade local, com todo o apoio logístico e político da sede central.

– Descentralização da gestão política e da representação dos médicos, com criação de diretorias setoriais, capazes de responder às demandas específicas: municipários, conveniados, aposentados, etc.

– Redução de custos de deslocamento e agilidade nas decisões, com instalação de estruturas de videoconferência nos polos regionais, assessoradas 24h/dia pela direção central.

– Telesindicato: plantão via videoconferência e chat online, para tirar dúvidas sobre contratos, acordos, propostas de trabalho, documentos, etc. Não assine nada sem falar com o SIMERS, e receba orientação especializada e direta em poucos minutos.

UNISIMERS: 16 mil acessos ao portal UNISIMERS, e 400 palestras.

Fórmula Argollo: Esconda o que não lhe interessa politicamente

O UniSIMERS é um caso que merece atenção especial. O colega Guilherme Barcellos (integrante da Chapa 2 — Renovação Médica) foi colaborador de grande importância no desenvolvimento do projeto técnico-científico. Como tal, foi responsável direto por todo conteúdo de palestrantes internacionais existente no Portal, e ainda o único articulador da parceria com o MedicinaNet — hoje disponível gratuitamente aos associados do Simers. O UniSIMERS, que teve crescimento inicial promissor, seguido de queda (as estatísticas atuais são quase todas mantidas em função do MedicinaNet), sofreu politização por parte de Argollo, que segurou, até o  período pré-eleitoral, avanços há muito pretendidos pelo projeto. Passou, então, a utilizar-se da ferramenta como moeda de troca e aproximação com algumas sociedades de especialidades  (leia aqui). Afora tudo isso, o alardeado número de acessos é pequeno para um portal de educação. Para fins comparativos: o número de acessos ao Blog Renovação Médica, em apenas sete meses de existência, ultrapassa os 25 mil — sem compra de anúncios de Google, revistas e outras mídias. Integrantes da Chapa Renovação Médica, por suas posições de formadores de opinião, têm blogs em portais especializados em saúde. Pois já atingiram, sozinhos, contagens mensais equivalentes a algumas estatísticas mensais do UniSIMERS.

 Nossas propostas

– Fomos co-criadores do UniSIMERS e propomos sua união com a UniAMRIGS, criando a maior universidade corporativa médica do país, com oferta de diversos programas gratuitos.

– Parceria com a AMRIGS, associações de especialidades e universidades públicas e privadas para ampliar os mecanismos de educação médica continuada gratuita e sua disponibilidade onde o médico necessita (cursos presenciais, EAD, videoconferências).

– Convênios e parcerias para estágios acadêmicos e profissionais no Brasil e no exterior.

– Manutenção e reforço dos investimentos nas atividades do Núcleo Acadêmico.

Diga não ao continuísmo. Vote Chapa 2!

Renovação Médica – Por representação digna, transparência e ética no Simers

Integrante da Chapa Renovação Médica esteve à frente da PEC de Carreira de Estado

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Reprodução da revista Vox Medica n.º 50, de março de 2010

Reprodução da revista Vox Medica n.º 50, de março de 2010, pág. 24

O Projeto de Carreira Médica apontado pela chapa situacionista como solução definitiva para que os profissionais de Medicina se estabeleçam nos pequenos municípios gaúchos, na verdade tem como base a Proposta de Emenda Constitucional de Carreira de Estado (PEC 454/09), produto do trabalho de um dos integrantes da Chapa Renovação Médica, o colega Sami El Jundi. Enquanto atuou como diretor do Simers, ele teve papel fundamental em várias importantes frentes políticas, mas uma das mais significativas foi em Brasília, como articulador do Escritório Parlamentar do Sindicato na Capital Federal. Neste período, Sami teve a iniciativa de retomar o embrião do projeto (bandeira antiga do movimento médico), negociá-lo com a bancada do DEM, e redigi-lo, em parceria com o deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO).

 Veja trecho da Revista Vox Medica, nº 50, de março de 2010 (pág. 25)

VoxMedica50-25-detalhe

O objetivo do escritório que tinha Sami à frente (estranhamente fechado por Argollo, apesar dos ótimos resultados alcançados, e que será reativado em breve por nossa chapa — leia abaixo as propostas de Política Sindical) era exercer influência sobre deputados federais e senadores para que eles acolhessem propostas de interesse da categoria, fazendo-as tramitar com maior rapidez.

Para se obter resultados na área médica são necessários esforço e conhecimento. Quem não exerce mais a Medicina, está longe da realidade profissional e fica sentado numa sala refrigerada o dia inteiro, jamais conseguirá desatar os nós que emperram as soluções dos problemas da categoria médica. Quatorze anos sem nenhuma grande vitória comprovam isso. Os médicos gaúchos não querem apenas serviços. Seu sindicato precisa ser muito mais do que um simples despachante. A Chapa Renovação Médica mudará esta realidade.

Reprodução da revista Vox Medica, n.º 50, de março de 2010, pág. 25

Reprodução da revista Vox Medica, n.º 50, de março de 2010, pág. 25

Nossas propostas

Política sindical qualificada e efetiva:

– Maior presença em negociações e menos gastos com apedidos e marketing inútil, a serviço apenas do culto à personalidade.

– Política sindical moderna e efetiva se faz com competência e elegância, sem agressões desnecessárias a autoridades.

– Treinamento e qualificação de negociadores, com vistas aos dissídios e acordos coletivos da categoria.

– Treinamento e qualificação dos diretores em temas sindicais, políticos, legislativos e jurídicos de interesse dos médicos.

– Atuação também na saúde suplementar, onde a ANS e os contratos com as operadoras de planos de saúde têm sido lesivos aos interesses dos médicos.

Reativação do escritório parlamentar do SIMERS, do qual saiu, entre outras propostas, a PEC da Carreira de Estado para Médicos. Questões relevantes para os médicos são decididas nos parlamentos estadual e federal e não podem ser tratadas de maneira pontual e amadora.

– Prioridade na inclusão de cláusulas em contratos de trabalho e acordos coletivos que considerem as especiais condições das mulheres na Medicina.

Diga não ao continuísmo. Vote Chapa 2!

Renovação Médica – Por representação digna, transparência e ética no Simers

Golpe nas eleições do SIMERS – Parte 2

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Em  recente reunião da cúpula do SIMERS, o presidente da gestão anterior do sindicato (que atualmente exerce o cargo com ata de posse sem validade legal), disse para sua diretoria (que também empossou de forma idem) estar “confiante na sua reeleição” e que não recorreria da decisão da Justiça, reiniciando o processo eleitoral com as duas chapas. O único porém, é que já havia entrado com recurso no dia 24 de janeiro, antes da referida reunião, omitindo a verdade para seus próprios diretores e aliados. Aliás, tão confiante que investiu, além de alta soma em dinheiro para contratação de renomado escritório de advocacia para impedir a reabertura das eleições, mais R$ 6 mil para recorrer da sentença.

Em resumo, este foi mais uma capítulo na tentativa de Argollo em perpetrar seu golpe eleitoral,  pois recorreu da decisão da Justiça sem o conhecimento e em contrariedade a seus próprios aliados no intento de suspender novamente a eleição. Só que desta vez, o juiz sequer notificou a Chapa 2, mantendo sua decisão anterior. Fica ainda uma pergunta, quem financia essas despesas na Justiça, a Chapa 1 ou o Simers?

Diga não ao golpe. Vote Chapa 2!

Renovação Médica – Por representação digna, transparência e ética no Simers

Renovação Médica - Vote Chapa 2

Argollo firma Termo de Ajustamento de Conduta com o MPT

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Se o SIMERS se compromete a tratar melhor seus colaboradores, é porque tratava mal.

Inicialmente, que fique claro: nosso foco primário não está concentrado nos colaboradores (por mais que seja imperativo tratá-los de forma adequada). Mas bons gestores necessitam atuação correta e assertiva na gestão dos seus, porque os colaboradores estão diretamente relacionados com o sucesso da organização, este sim nosso interesse primário.

Pois o SINDICATO MÉDICO DO RIO GRANDE DO SUL firmou TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA, nos autos do Inquérito Civil n.º 001074.2011.04.000/2, perante o MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, nos seguintes termos:

“DAS OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS

O signatário, a partir da data da assinatura deste, em todas as suas atividades, atuais ou futuras, assume as seguintes obrigações:

CLÁUSULA 1.ª – Não submeter, não permitir ou tolerar que seus (suas) empregados (as) sejam submetidos (as) a qualquer constrangimento moral, humilhação, ofensa ou agressividade no trato pessoal, caracterizadores de assédio moral, assegurando tratamento compatível com a dignidade da pessoa humana no ambiente de trabalho.

CLÁUSULA 2.ª – Realizar cursos/palestras de capacitação e combate à prática de assédio moral no ambiente de trabalho, em duas oportunidades distintas no período de um ano, dos quais participem todos os trabalhadores em atividade, bem como os gestores do sindicato.

2.1. Os cursos devem ser ministrados por pessoas ou entidades qualificadas para tanto e especializadas na matéria, com carga horária mínima de quatro horas;

2.2. A qualificação dos palestrantes e o conteúdo a ser abordado nos cursos, com uma descrição sumária, devem ser aprovados previamente pelo Ministério Público do Trabalho;

2.3. Os cursos devem ser realizados durante o horário de trabalho, sem qualquer desconto nos salários ou compensação de horário;

2.4. Deverá ser comprovada ao Ministério Público do Trabalho, até 15 dias após cada evento, a efetiva participação dos trabalhadores, mediante a apresentação de listas de presença, devidamente assinadas pelos trabalhadores, com indicação da respectiva função de cada um;

2.5 A primeira palestra/curso deverá ser realizada até dezembro de 2012, e a segunda até julho/2013.

CLÁUSULA 3.ª – Abster-se de determinar aos seus empregados o comparecimento em manifestações/atos/eventos, promovidos ou não pelo sindicato, salvo quando necessário ao exercício da atividade laboral.

DAS MULTAS

CLÁUSULA 4.ª – O descumprimento do disposto em cada uma das Cláusulas deste Ajuste ensejará a aplicação de multa (astreinte) no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a cada verificação de situação irregular.

CLÁUSULA 5.ª – O valor correspondente à multa eventualmente incidente será atualizado, a partir desta data, pelos mesmos critérios utilizados para correção dos créditos trabalhistas perante a Justiça do Trabalho.

CLÁUSULA 6.ª – As multas serão reversíveis ao Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT – ou, a critério do Ministério Público do Trabalho, a outro Fundo gerido por Conselho Federal ou Estadual, em conformidade com os artigos 5o, parágrafo 6o, e 13 da Lei n.° 7.347/85 e artigos 876 e 877 da Consolidação das Leis do Trabalho, não sendo substitutiva das obrigações, que remanescem à aplicação da mesma.

CONDIÇÕES GERAIS

CLÁUSULA 7.ª – Este Termo de Compromisso consubstancia título executivo extrajudicial, na forma da legislação, valendo por tempo indeterminado e, em caso de descumprimento, será executado perante a Justiça do Trabalho, consoante artigo 5o, §6o da Lei no 7.347/85 e artigo 876 da Consolidação das Leis do Trabalho, sem prejuízo da possibilidade de cominação judicial de outras multas ou medidas coercitivas para cumprimento das obrigações fixadas.”

Em dezembro ocorreu a primeira das palestras de que trata a Cláusula 2.ª do TAC. No intento de melhorar sua imagem perante os funcionários, o próprio Argollo se fez presente como assistente ao evento. Com idêntico propósito, também “prestigiou” a festa anual de confraternização dos colaboradores — privilégio concedido apenas uma vez em 14 anos. Será que o presidente teme algo? Recebemos a informação que dois ex-colaboradores movem processo por assédio moral contra ele. Onde há fumaça, há fogo.

Caros colegas: O sucesso de um é o sucesso de todos. Cabe ao bom gestor saber ser duro quando necessário. Ser duro sempre, no entanto, pode ter outro significado… E para ser duro, é preciso saber agir dentro dos parâmetros da lei, da ética e da civilidade.

Nossas propostas:

– Auditoria imediata e saneamento de todos os passivos fiscais e trabalhistas atualmente existentes.

– Política de valorização dos funcionários do SIMERS: são eles que atendem o médico em seu dia a dia e o bom exemplo começa na própria entidade.

Acordo Trabalhista GHC/SIMERS: uma outra leitura

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Acordo Trabalhista firmado em agosto entre a diretoria do Grupo Hospitalar Conceição e o SIMERS foi festejado pelos dirigentes do Sindicato. Um número considerável de médicos que atuam nos hospitais do GHC, no entanto, tem uma outra visão do termo ajustado pelas partes. Há prejuízos para integrantes de regimes de trabalho que hoje lá atuam (foram abertos precedentes e brechas que podem ser perigosas em futuro próximo), mas os maiores prejudicados serão os médicos a serem contratos a partir de agora. Abaixo destacamos alguns pontos que merecem sua atenção, em especial a Cláusula 17.ª (parágrafo segundo), inadmissível de ser aceita em se tratando de negociação que envolve um sindicato do porte do SIMERS — afinal o Sindicato defende os interesses de quem? Com ela, os médicos perdem o direito básico de qualquer trabalhador: requerer salário igual ao desempenhar a mesma função e carga horária de colega com cargo equivalente — ferindo o princípio da isonomia.

Sobreaviso: Cláusula 30.ª

Os hospitais do Grupo Hospitalar Conceição realizarão o pagamento de sobreaviso na forma da Súmula 229 do TST e do § 2.º do artigo 244 da CLT aos empregados que permanecerem à disposição dos hospitais em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço, conforme escala previamente estabelecida pela instituição.

Na prática:  O médico é obrigado a permanecer em casa e ficar responsável como se estivesse de plantão. O valor da hora paga, no entanto, é 1/3 sobre a hora normal.

Fim das horas extras

Não haverá mais pagamento de horas extras, que somente serão devidas após a jornada mensal de 150 ou 220 horas, conforme o regime.

Na prática: Torna-se inviável. Em cada regime existe uma cláusula tratando da matéria no Acordo Coletivo 2012. Ou seja:  não vai ser possível fazer horas extras

Transformação do rotineiro em plantonista

Rotineiros que trabalham 5 horas em 6 dias podem laborar 10 horas em um dia para compensar o final de semana.

Na prática: Rotineiro vai se transformar em plantonista, que trabalhará 10 horas e não vai ganhar hora extra (Cláusula 3.ª, parágrafo terceiro).

Cláusula que proíbe o paradigma

Cláusula 17.ª, parágrafo segundo: médico com regime antigo não pode servir de paradigma para fins de equiparação.

Na prática: Vão trabalhar lado a lado médicos que realizam a mesma função, mas com salários extremamente distintos.

Outros pontos negativos para os novos contratos:

a) Novos contratos (diurnos) serão rotineiros de 150h/220h por mês, trabalhando 5h, 6h ou 7h20 por dia. Nos fins semana e feriados, no entanto, trabalharão como plantonistas de 10h ou 12h. Com isso, dobram jornadas mantendo o mesmo salário, mas desenvolvendo atividades de plantão, sem extras. Para piorar: folgam só dois finais de semanas/mês, mesmo quando o mês contemplar cinco finais de semana.

b) O repouso semanal remunerado de 24h será em dia útil de segunda-feira a sexta-feira.

c) Contratos de 5h ou 6h/dia têm 15 minutos para o almoço, os de 7h20 têm 1h de intervalo para almoço não remunerado. Voltam, então, para trabalhar mais 3h20. Ou seja: começam a trabalhar às 7h e encerram a jornada às 15h20.

d) A gratificação de 70%: valor-hora de R$ 32,34 vai à R$ 54,97 (R$ 32,34 + R$ 22,63). Se tiver dedicação exclusiva, sem outro emprego, recebem + 30% (passando a hora para R$ 64,67). Mesmo assim este valor ainda não atinge o valor da hora extra percebido pelos contratos antigos, que é de R$ 64,68 a partir da quinta hora. Isto é: estes colegas recebem 4h normais e 8h extras de 100% no plantão (sempre de 12h).

Comparativo com piso da Fenam

O piso da Federação Nacional dos Médicos para 2012 (tão propalado como referência pelo SIMERS) está em R$ 9.813,00 para 20 horas semanais (4 horas, 5 dias na semana — de segunda-feira a sexta-feira —, não incluindo insalubridade, considerando 4 e 1/2 semanas/mês, equivalente a 101h11/mês). O GHC oferece R$ 8.993,10 para os rotineiros de 150h/mês diurnos (incluindo 30h de repouso semanal remunerado e insalubridade de 40% de 3 salários mínimos) ou p/ plantonistas de 10 plantões de 12h/mês (com as mesmas inclusões), também somente para jornadas diurnas. A remuneração oferecida pelo GHC e avalizada pelo Sindicato, portanto, está abaixo do piso proposto pela Fenam.

Assembleia no Cristo Redentor diz não ao sobreaviso

Médicos do Hospital Cristo Redentor realizaram Assembleia Extraordinária de seu Corpo Clínico em 26 de setembro. Na ocasião, consensualmente, vetaram o sobreaviso médico (cláusula 30.ª), acatando Resolução do Conselho Federal de Medicina 1834/2008. A decisão do CFM (que não vale para Pronto Socorro) garante direito ao Corpo Clínico de optar ou não pelo sobreaviso médico e, se optar, de ter remuneração justa e digna. Além disso, a responsabilidade deve ser compartilhada entre sobreaviso, plantonista no hospital, diretor técnico e diretor clínico; e o sobreaviso só poder ser feito em cidades pequenas. A Ata com a deliberação do encontro foi enviada ao Cremers, direções do GHC e do HCR, SIMERS e Soergs. Somente o presidente do Sindicato respondeu que os médicos do Cristo Redentor não haviam entendido o Acordo, pois este aumentou a remuneração do sobreaviso (?), e que o ACT prevalece sobre a norma ética do Conselho Federal de Medicina. Mas que ética é essa que o  presidente Paulo de A. Mendes prega, que atropela até o nosso próprio órgão regulador?

Fundo de Aposentadoria Complementar e Plano de Carreira

Expirou em 9 de outubro o prazo de 60 (sessenta) dias para a criação de Fundo de Aposentadoria Complementar e de Plano de Carreira, estabelecidos na Cláusula 33.ª do Acordo. A data, que ficou apenas na promessa (sancionada pelo SIMERS), coincide com informações que dão conta de projeto de aposentadoria compulsória aos 70 anos, a ser implementado pela diretoria do GHC.

Para ter acesso ao Acordo Trabalhista firmado com o GHC, clique aqui.

Síndrome de Hubris — Qualquer semelhança não é mera coincidência

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Síndrome  batizada com o nome da palavra grega “Hubris” que designava o herói que, uma vez alcançado a glória, deixava-se embriagar pelo êxito e comportava-se como um deus capaz de tudo. Tomado por um ego desmedido e uma sensação de possuir dons especiais, sentía-se ser capaz de enfrentar até mesmo os deuses gregos.

O neurologista David Owen analisa a “loucura” que o poder provoca. O pesquisador escreveu um livro a respeito, depois de seis anos de estudo do cérebro dos principais líderes políticos. Ele concluí: “O poder intoxica tanto que termina afetando o juízo dos dirigentes”.

O psiquiatra Manuel Franco explica assim o que ocorre com os líderes políticos: “Uma pessoa mais ou menos normal, se mete em política e de repente alcança poder ou um cargo importante. Internamente tem  um princípio de dúvida sobre sua capacidade, mas logo surge a legião de incondicionais que lhe facilitam e reconhecem sua valia. Pouco a pouco se transforma e começa a pensar que está ali por mérito próprio apenas. Todo o mundo quer saudá-lo, falar com ele, que recebe adulação de todo o tipo”. Esta é a primeira fase.

No passo seguinte, ele entra na “ideação megalomaníaca”, cujos síntomas são a infalibilidade e o crer-se insubstituível. Começa, então, a realizar planos estratégicos para 20 anos, obras faraônicas, ou a dar conferências sobre temas que desconhece. Depois de um tempo no poder, o afetado por este mal, sofre do que psicologicamente se denomina “desenvolvimento paranóico”. Tudo o que se opõe a ele ou a suas ideias passa a ser um inimigo mortal. Pode chegar, inclusive, a “paranoia ou transtorno delirante” que consiste em “suspeitar de todo o mundo” que lhe faça uma mínima crítica. Progresivamente vai se isolando da sociedade. Chega um momento em que deixa de escutar, torna-se imprudente, toma decisões por sua conta, sem consultar ninguém — porque crê que suas ideias são sempre corretas. Embora descubra que estão erradas, nunca reconhece o erro. Sente-se chamado pelo destino para grandes obras.

Tudo isso se dá até que cesse sua funções ou seja derrotado em eleições. Vem, então, o “baque”, e se desenvolve um quadro depressivo ante uma situação que não pode comprender.

Segundo os especialistas a síndrome de Hubris é difícil de tratar, pois quem padece do mal não tem consciência dele.

Sintomas da síndrome de Hubris

  • Modo messiânico de comentar os assuntos recorrentes e uma tendência à exaltação.
  • Um enfoque pessoal exagerado, tendendo a onipotência.
  • Agitação, imprudência e impulsividade.
  • Não se sentem iguais aos demais mortais, sentem-se superiores.
  • Em sua vida pessoal se cercam de luxos e excentricidades, e tem uma desmedida preocupação com a imagen.
  • Se cercam de funcionários medíocres.
  • O rival deve ser desativado por qualquer método.
  • Constroem uma rede de espiões para controlar a opositores e até mesmo seus partidários.
  • Terminam caindo na armadilha de sua própria política.
  • A perda do mando ou da popularidade os leva a desolação, a raiva e o rancor.

Traduzido texto sobre “o mal dos políticos” e divulgado na íntegra aqui.

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