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Motorista do Simers usado para fins particulares

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Utilização de aeronaves fretadas para deslocamentos em campanha eleitoral (leia aqui). Diárias para viagens internacionais com o propósito de participar (?) de congressos não identificados e não noticiados (leia aqui). Estas duas informações você já havia lido no Blog Renovação Médica. Mas e o emprego de motorista e veículo do Simers para fins particulares? Sim, isso também acontece na atual gestão do Sindicato Médico do RS. Transita na Justiça do Trabalho processo contra o Simers (acesse aqui e digite o n.º do processo 0000720-97.2011.5.04.0016) movido por ex-funcionário que durante quatro anos serviu como motorista exclusivo da vice-presidente, Maria Rita de Assis Brasil.

Na reclamatória, o ex-colaborador encontrou os caminhos para se ver ressarcido, todos legítimos. Pede revisão no valor das diárias por viagens — quando na realidade tinha de viajar pouco a serviço do Sindicato, já que a vice-presidente raramente se desloca ao interior do Estado (vide sua quase ausência nas páginas da revista Vox Medica, que explora o menor deslocamento possível). O motorista, entretanto, viajava ao litoral e à Serra levando familiares da vice-presidente, assim como realizando pequenos fretes de móveis e etc.

O reclamante solicita também horas extras típicas e de intervalos para descanso e alimentação, que nem sempre eram possíveis de usufruir. Esclarecimento: Maria Rita tem mais de um emprego e vai ao Sindicato em horários muito restritos, dificilmente antes das 18h. O turno do motorista, então, poderia ser ajustado para tanto a fim de evitar o pagamento de horas extras. Ocorre que ele, porém, era o responsável por levar e buscar a filha de sua chefe na escola, cursos, shopping e outros, além da própria médica em seus locais de trabalho. Tudo isso muitas vezes além de sua carga habitual de trabalho. Daí as horas extras.

Por fim, o ex-funcionário reivindica o ressarcimento de valores gastos com celular funcional abatidos de seu contracheque. Claro, o consumo era grande, pois precisava estar sempre em contato com a vice-presidente no intuito de acompanhar horários, locais de busca e recolhimento seu e dos familiares.

O desvio de função se não é requisitado, fica caracterizado pelo histórico de atuação do trabalhador em funções que extrapolam seu contrato laboral. E assim, mais um reclamatória engrossa o passivo trabalhista do Sindicato Médico, cuja soma caberá aos associados saldar. Você considera isso correto?

Nós apresentamos os fatos, você os avalia e cria seu próprio conceito de “a verdade faz bem à saúde”. A Chapa 2 — Renovação Médica tem feito isso desde que surgiu em julho de 2012, e com tal atitude causado o desconforto de muitos. Para estes, infelizmente, apenas uma afirmativa: acreditamos que a categoria médica tem o direito de conhecer o “outro lado” do Simers, e nós temos a obrigação de revelá-lo.

A eleição se encerra somente em 14 de março (último dia para a postagem do voto por correspondência e data para a votação presencial na sede do Simers).  Por um Sindicato digno, ético e transparente: vote Chapa 2 — Renovação Médica.

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