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A verdade sobre os resultados da era Argollo

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A fórmula não é própria, apenas adaptada ao universo médico: esconda o que não lhe interessa politicamente, aproprie-se de ideias e projetos bem-sucedidos, abuse do marketing de resultado, deixe os escrúpulos de lado e não se envergonhe da megalomania criativa. Misture estes elementos na dose certa e você terá o estilo Argollo de administrar. Demonstraremos, nesse e nos próximos posts, como ao longo de 15 anos à frente do Simers, e utilizando-se da fórmula exposta acima, o atual presidente (agora em mandato tampão) pouco apresentou de resultados concretos e expressivos à categoria — pois, afinal, serviços são importantes (e os manteremos e os aprimoraremos), mas não somos um grande escritório de contabilidade ou uma banca jurídica, somos um sindicato médico. Na sequência, apresentamos nossas principais propostas sobre cada tema.

Resultados da era Argollo, publicados em seu site de campanha

Interiorização: Percorridos mais de 100 mil quilômetros por ano em todo o estado.

Fórmula Argollo: Esconda o que não lhe interessa politicamente

Durante todo o período em que esteve atuando como diretor do Simers, o colega Luis Alberto Grossi (candidato a presidente pela Chapa 2 — Renovação Médica) foi o grande responsável pelo projeto de interiorização da entidade. Ele próprio viajava semanalmente a várias cidades gaúchas, negociando melhorias na remuneração de médicos, atendendo solicitações de apoio e de intermediação em conflitos com direções de hospitais e secretários municipais de saúde. Após sua saída, a estrutura de viagens montada por ele permaneceu. Na última gestão, o colega Luiz Felipe Lopes Araújo (que também integra a Chapa 2 — Renovação Médica) foi um dos diretores que mais viajou representando o Sindicato fora de Porto Alegre, até requisitar sua exoneração em 2012, por não concordar com certas práticas.

 Nossas propostas

Seguiremos percorrendo o interior e ampliando a atuação mediante:

– O SIMERS em sua região: descentralização dos serviços, com criação de verdadeiros polos regionais: sede com estrutura de apoio ao médico, serviços jurídicos no local e plantão regionalizado (o SIMERS na sua cidade, na hora em que você precisa).

– Descentralização da gestão política e da representação dos médicos, com criação de vice-presidências dos polos regionais: maior autonomia para defender os interesses dos médicos, de acordo com a realidade local, com todo o apoio logístico e político da sede central.

– Descentralização da gestão política e da representação dos médicos, com criação de diretorias setoriais, capazes de responder às demandas específicas: municipários, conveniados, aposentados, etc.

– Redução de custos de deslocamento e agilidade nas decisões, com instalação de estruturas de videoconferência nos polos regionais, assessoradas 24h/dia pela direção central.

– Telesindicato: plantão via videoconferência e chat online, para tirar dúvidas sobre contratos, acordos, propostas de trabalho, documentos, etc. Não assine nada sem falar com o SIMERS, e receba orientação especializada e direta em poucos minutos.

UNISIMERS: 16 mil acessos ao portal UNISIMERS, e 400 palestras.

Fórmula Argollo: Esconda o que não lhe interessa politicamente

O UniSIMERS é um caso que merece atenção especial. O colega Guilherme Barcellos (integrante da Chapa 2 — Renovação Médica) foi colaborador de grande importância no desenvolvimento do projeto técnico-científico. Como tal, foi responsável direto por todo conteúdo de palestrantes internacionais existente no Portal, e ainda o único articulador da parceria com o MedicinaNet — hoje disponível gratuitamente aos associados do Simers. O UniSIMERS, que teve crescimento inicial promissor, seguido de queda (as estatísticas atuais são quase todas mantidas em função do MedicinaNet), sofreu politização por parte de Argollo, que segurou, até o  período pré-eleitoral, avanços há muito pretendidos pelo projeto. Passou, então, a utilizar-se da ferramenta como moeda de troca e aproximação com algumas sociedades de especialidades  (leia aqui). Afora tudo isso, o alardeado número de acessos é pequeno para um portal de educação. Para fins comparativos: o número de acessos ao Blog Renovação Médica, em apenas sete meses de existência, ultrapassa os 25 mil — sem compra de anúncios de Google, revistas e outras mídias. Integrantes da Chapa Renovação Médica, por suas posições de formadores de opinião, têm blogs em portais especializados em saúde. Pois já atingiram, sozinhos, contagens mensais equivalentes a algumas estatísticas mensais do UniSIMERS.

 Nossas propostas

– Fomos co-criadores do UniSIMERS e propomos sua união com a UniAMRIGS, criando a maior universidade corporativa médica do país, com oferta de diversos programas gratuitos.

– Parceria com a AMRIGS, associações de especialidades e universidades públicas e privadas para ampliar os mecanismos de educação médica continuada gratuita e sua disponibilidade onde o médico necessita (cursos presenciais, EAD, videoconferências).

– Convênios e parcerias para estágios acadêmicos e profissionais no Brasil e no exterior.

– Manutenção e reforço dos investimentos nas atividades do Núcleo Acadêmico.

Diga não ao continuísmo. Vote Chapa 2!

Renovação Médica – Por representação digna, transparência e ética no Simers

O UNISIMERS como “obsolescência programada”, e porque você não o tem no seu iPad

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Apesar de constar como o segundo serviço mais utilizado do SIMERS…

O projeto UNISIMERS, de educação continuada à distância, via internet, passou a ser prejudicado pela falta de inserção de novas aulas, e outras questões. Quando começou em 2008, teve em seus primeiros meses de implantação uma média de 300 visitantes diferentes por mês.

Em junho de 2009, antes de completar um ano, com quatro novas aulas por semana, pulamos para mais de 900 visitantes diferentes ao mês. Em processo crescente de interesse do público ainda em 2009, no mês de outubro, foram mais de 1.680 visitantes, somando cerca de 9 mil médicos com logins diferentes no ano de 2009.

Em 2010, as estatísticas revelam que o total de visitantes pulou para 11.889, uma expressiva maioria, considerando a base de filiados ao sindicato. Em meio ao sucesso, colaboradores médicos começaram progressivamente a se afastar do projeto…

A partir de 2011, o UNISIMERS começou a viver um período de intensas dificuldades, com poucas aulas sendo inseridas. Estranhas dificuldades, já que, sim, existiam desafios para o crescimento, mas absolutamente não havia para manutenção do que vinha sendo feito – e muito bem feito.  O reflexo negativo foi progressivo, chegando-se a apenas 3 mil visitantes diferentes em 2012, período em que recebemos menos de 20 novas aulas.

O último Diretor Médico na “coordenação” do projeto, responsável direto por todas as aulas envolvendo palestrantes internacionais já publicadas no portal, além de ter colaborado com o UNISIMERS desde a fase em que foi pensado, numa das últimas tentativas, propôs um plano de melhorias. Seu antecessor já havia deixado pronto o mais importante: projeto de aproximação com as Sociedades de Especialidades. O novo documento, de cerca de cinco páginas apenas, foi devolvido pelo presidente Argollo com a orientação de que fosse resumido para apresentação oral em até dez minutos, tempo suficiente para que fosse lido e relido. Certamente não foi nada pessoal. Apenas auge da fase em que tudo e todos não agradavam. O médico entregou os pontos…

Pouco antes disto, no início de 2011, estava pronta uma plataforma para utilização do UNISIMERS através de iPad’s. Se implementada naquele momento poderia representar um salto de qualidade e de audiência. No link a seguir você poderá ter uma ideia do que a proposta oferecia (http://unisimers.org.br/videos/index_ipad.php?palestra=142 – atenção: utilize no iPad somente). A publicação no UNISIMERS de todo conteúdo, a partir do início de 2011, poderia estar sendo feita tanto no formato tradicional quanto neste novo formato, facilitando a vida dos médicos pela maior mobilidade do tablet. Uma adequação do contrato, naquele momento, teria viabilizado isto tudo SEM CUSTOS ADICIONAIS.

Você foi privado disto, pois:

A reunião de apresentação da novidade foi um desastre. Ao evocar o documentário Obsolescência Programada (amplamente disponível na internet para quem não conhece), em meio a críticas à “máfia da TI”, Argollo ofendeu nossos colaboradores, sem nenhuma razão. Para quem não o assistiu, o filme aborda o papel que a indústria tem em fabricar coisas não duráveis, para que se quebrem e compremos outras.

Não muito tempo depois, estávamos lançando o SIMERS Mobile, muito ruim e tendo custado caro: http://www.simers.org.br/simers-mobile.html. Esta decisão nos obriga a refletir seriamente em relação aos critérios de escolha para prestadores de serviço, tomada frequentemente por gerente administrativo, e muitas vezes ignorando qualquer critério técnico apontado por quem deveria tomar decisões deste tipo, diretores médicos que utilizariam a ferramenta.

O UNISIMERS vinha sofrendo com falta de rumo da alta direção. Em alguns momentos parecia até que estava sendo francamente obstaculizado.

Informações recentes de que está sendo usado agora para facilitar aproximação com as sociedades de especialidades, projeto que está pronto desde 2010, nos fazem questionar: vem cá, estamos para levar a sério educação médica ou tudo é motivo para politicagem? Coincidentemente, em ano eleitoral, surgiu o interesse pelas sociedades de especialidades…

Engavetar ou inviabilizar projetos de interesse dos médicos, esperando o momento eleitoral (ou pessoal) para tirá-los da gaveta, independentemente dos prejuízos gerados, não é correto. Está sendo assim com a aproximação com as sociedades de especialidades, e é assim com quase tudo na Corte Real.

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