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Arquivo da tag: Plano de Carreira

Conheça nossos integrantes: Sami El Jundi

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Sami A. R. J. El Jundi (CRM/RS 23935) é médico, especialista em Clínica Médica com mestrado em Medicina Forense pela Universitat de Valencia e pós-graduação em Tratamento da Dor e Medicina Paliativa. Atua como professor da Faculdade de Direito da UFRGS, das pós-graduações em Toxicologia Forense da FEEVALE (RS) e Perícia Forense da FAG (PR), do Master en Medicina Forense da Universitat de Valencia (Espanha), além de ser o criador e coordenador do curso de especialização em Direito Médico da Escola Superior Verbo Jurídico (RS). Foi diretor do SIMERS e diretor da FENAM, tendo sido um dos responsáveis pela propositura e redação da PEC da Carreira de Estado para Médicos. Dedica-se à assistência técnica na defesa de médicos acusados por “erro médico”, nos âmbitos administrativo, cível e criminal. Afastou-se do sindicato em 2012 por não concordar com decisões arbitrárias do atual presidente.

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O ideal coletivo contra o pensamento mágico

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Há duas propostas em jogo nesta eleição do Simers, colocando em pontos opostos:

1. Alguém que acena com várias possíveis soluções mágicas em mãos, em período pré-eleitoral. Observe que, como a base dos Planos de Carreiras está pronta há anos, e já era promessa de campanha em 2006, entregar papéis para este ou aquele prefeito tem apenas um único significado maior neste momento: o do próprio ato, nenhuma garantia a mais.

Mais do que isto, “guardar o feito” para ser utilizado no período pré-eleitoral, determina outro significado óbvio: ATRASO. Engavetar ou inviabilizar projetos de interesse dos médicos, esperando o momento eleitoral (ou pessoal) para tirá-los da gaveta, independentemente dos prejuízos gerados, não é correto.

2. Um grupo que demonstra muita preocupação, mas disposto a trabalhar forte para manter tudo que se fazia de bom (com conhecimento de causa), evitar prejuízos (temos plena noção que o modelo atual não é sustentável por muito tempo, ou seja, há turbulências adicionais em nossa rota) e inovar para avançar. Inovar significa, por exemplo:

– No SUS: Fazer os Planos de Carreira e Cargos existirem de fato, e isto não brota do chão, muito menos prontamente a partir de um cafezinho com o político, por mais bem intencionado que seja o prefeito.

– Na Saúde Suplementar: Buscar influenciar direta ou indiretamente quem dita as regras do mercado, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), buscando espaço para os médicos na discussão de novos modelos de remuneração para o setor da saúde, da qual participam, hoje, eminentemente, representantes de hospitais e dos planos de saúde.

A apresentação dos primeiros resultados do grupo de trabalho (GT) da ANS e que reuniu Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde),  União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) e a Unimed do Brasil tem rendido muita discussão e controvérsias em fóruns de gestão financeira e custos de instituições de saúde. Novidades virão, queiramos ou não.

Incrivelmente, se você fizer hoje uma breve pesquisa em Digite o que deseja encontrar no site do Simers, utilizando qualquer um dos termos clássicos que dizem respeito às alternativas de novos modelos de remuneração para o setor que vêm sendo discutidas, havendo prós e contras em quase todas (com consequências para os médicos, é claro), nada encontrarás. Se procurares médicos envolvidos nestes fóruns, perceberás claramente um viés de gestão na imensa maioria deles.

A Chapa 2 — Renovação Médica mudará este cenário, usando de recursos do Sindicato não para marketing apenas, mas para fazer especialistas em novos modelos de remuneração trabalharem também a lógica do médico!

Argollo quer “fazer” em 30 dias o que não fez em 15 anos

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Desde que a Justiça reverteu as decisões arbitrárias e parciais da Comissão Eleitoral, e obrigou o Simers a realizar eleições para a escolha de seus dirigentes, Argollo, agora em seu mandato tampão à frente do Sindicato, acentuou uma de suas principais características: a produção de factoides. É claro, todos voltados à “resolução” dos problemas que afligem a categoria por longo tempo. Como que por mágica, alguns deles vêm encontrando “soluções” em reuniões com secretários de saúde, diretores de hospitais, políticos e outras autoridades. Tudo registrado por câmeras e microfones, devidamente publicado no site da entidade e divulgado de diferentes formas aos médicos. As “soluções”, no entanto, não são imediatas. Elas começam a ser empreendidas lentamente, estudadas e, talvez, quem sabe, a partir de março, provavelmente depois do dia 15 (em 14/3 encerra-se o período eleitoral no Sindicato).

Vemos esse filme a cada eleição partidária, especialmente produzido e exibido por quem está no poder há muito tempo. São as velhas promessas políticas. As propostas de Argollo na única eleição realizada em sua era de poder exacerbado, você lembra quais foram? Sabe se elas foram minimamente cumpridas? Então leia abaixo o folheto da campanha da Chapa 1 — Simers Independente, de 2006.

Volante-ChapaIndep-3

Vamos ajudá-lo na análise

Remuneração/Plano de Carreira: Quanto a sua remuneração, ela melhorou de 2007 até os dias atuais? Desconsiderando apenas reposições inflacionárias, qual foi o ganho real, ou melhor, a recuperação do poder de compra de seu salário/remuneração? Sobre Plano de Carreira: entregar propostas a prefeitos ainda é muito pouco. Mas antes de concluir sua opinião leia aqui.

Plantão 24 Horas (Diretor, advogado e jornalista): Já existe desde o primeiro mandato de Argollo em 1998, sendo que até pouco tempo o “plantão” de diretoria era exercido por um funcionário do Simers, que filtrava as ligações recebidas pelo 0800. Algumas delas realizadas por colegas em estado de aflição, querendo uma resposta imediata do diretor de seu Sindicato, mas que encontravam apenas uma etapa burocrática até alcançar seu intento. Os plantões realizado por jornalistas, não remunerados para essa função, estão sendo alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho (leia aqui), e que provavelmente irá gerar um passivo trabalhista considerável ao Sindicato.

Cartão-ponto: Nada de positivo aos médicos, que continuam cumprindo suas jornadas (não por metas) e “batendo cartão-ponto” agora por registro biométrico.

Precarização do trabalho: Algumas das “cooperativas” existentes foram substituídas por empresas. Surgiram as fundações e institutos, e a relação de trabalho direta empregador/médico está cada vez mais difícil de ser obtida.

CBHPM: Nenhum convênio adotou a tabela pela banda plena, nem mesmo a maior cooperativa médica.

Erro Médico: O projeto em questão não avançou, apesar das insistentes matérias produzidas pela revista Vox Medica dizendo o contrário. Sobre erro médico Argollo pensa que o melhor para a categoria é o sentimento de medo recorrente, isso fideliza o associado à entidade e à possível necessidade de usar seus serviços jurídicos (leia aqui).

Não se deixe enganar. Aliás, não se deixe usar por quem te engana.

Diga não à politicagem, vote Chapa 2 — Renovação Médica.

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