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Arquivo da tag: possível novo caso de alegado dano moral

O UNISIMERS como “obsolescência programada”, e porque você não o tem no seu iPad

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Apesar de constar como o segundo serviço mais utilizado do SIMERS…

O projeto UNISIMERS, de educação continuada à distância, via internet, passou a ser prejudicado pela falta de inserção de novas aulas, e outras questões. Quando começou em 2008, teve em seus primeiros meses de implantação uma média de 300 visitantes diferentes por mês.

Em junho de 2009, antes de completar um ano, com quatro novas aulas por semana, pulamos para mais de 900 visitantes diferentes ao mês. Em processo crescente de interesse do público ainda em 2009, no mês de outubro, foram mais de 1.680 visitantes, somando cerca de 9 mil médicos com logins diferentes no ano de 2009.

Em 2010, as estatísticas revelam que o total de visitantes pulou para 11.889, uma expressiva maioria, considerando a base de filiados ao sindicato. Em meio ao sucesso, colaboradores médicos começaram progressivamente a se afastar do projeto…

A partir de 2011, o UNISIMERS começou a viver um período de intensas dificuldades, com poucas aulas sendo inseridas. Estranhas dificuldades, já que, sim, existiam desafios para o crescimento, mas absolutamente não havia para manutenção do que vinha sendo feito – e muito bem feito.  O reflexo negativo foi progressivo, chegando-se a apenas 3 mil visitantes diferentes em 2012, período em que recebemos menos de 20 novas aulas.

O último Diretor Médico na “coordenação” do projeto, responsável direto por todas as aulas envolvendo palestrantes internacionais já publicadas no portal, além de ter colaborado com o UNISIMERS desde a fase em que foi pensado, numa das últimas tentativas, propôs um plano de melhorias. Seu antecessor já havia deixado pronto o mais importante: projeto de aproximação com as Sociedades de Especialidades. O novo documento, de cerca de cinco páginas apenas, foi devolvido pelo presidente Argollo com a orientação de que fosse resumido para apresentação oral em até dez minutos, tempo suficiente para que fosse lido e relido. Certamente não foi nada pessoal. Apenas auge da fase em que tudo e todos não agradavam. O médico entregou os pontos…

Pouco antes disto, no início de 2011, estava pronta uma plataforma para utilização do UNISIMERS através de iPad’s. Se implementada naquele momento poderia representar um salto de qualidade e de audiência. No link a seguir você poderá ter uma ideia do que a proposta oferecia (http://unisimers.org.br/videos/index_ipad.php?palestra=142 – atenção: utilize no iPad somente). A publicação no UNISIMERS de todo conteúdo, a partir do início de 2011, poderia estar sendo feita tanto no formato tradicional quanto neste novo formato, facilitando a vida dos médicos pela maior mobilidade do tablet. Uma adequação do contrato, naquele momento, teria viabilizado isto tudo SEM CUSTOS ADICIONAIS.

Você foi privado disto, pois:

A reunião de apresentação da novidade foi um desastre. Ao evocar o documentário Obsolescência Programada (amplamente disponível na internet para quem não conhece), em meio a críticas à “máfia da TI”, Argollo ofendeu nossos colaboradores, sem nenhuma razão. Para quem não o assistiu, o filme aborda o papel que a indústria tem em fabricar coisas não duráveis, para que se quebrem e compremos outras.

Não muito tempo depois, estávamos lançando o SIMERS Mobile, muito ruim e tendo custado caro: http://www.simers.org.br/simers-mobile.html. Esta decisão nos obriga a refletir seriamente em relação aos critérios de escolha para prestadores de serviço, tomada frequentemente por gerente administrativo, e muitas vezes ignorando qualquer critério técnico apontado por quem deveria tomar decisões deste tipo, diretores médicos que utilizariam a ferramenta.

O UNISIMERS vinha sofrendo com falta de rumo da alta direção. Em alguns momentos parecia até que estava sendo francamente obstaculizado.

Informações recentes de que está sendo usado agora para facilitar aproximação com as sociedades de especialidades, projeto que está pronto desde 2010, nos fazem questionar: vem cá, estamos para levar a sério educação médica ou tudo é motivo para politicagem? Coincidentemente, em ano eleitoral, surgiu o interesse pelas sociedades de especialidades…

Engavetar ou inviabilizar projetos de interesse dos médicos, esperando o momento eleitoral (ou pessoal) para tirá-los da gaveta, independentemente dos prejuízos gerados, não é correto. Está sendo assim com a aproximação com as sociedades de especialidades, e é assim com quase tudo na Corte Real.

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