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Arquivo da tag: presidente não é mais médico

Argollo, o que é isso companheiro?

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Que o presidente do SIMERS não é mais médico atuante todos sabem. Ele deixou a Medicina para ser sindicalista profissional. E é a este Paulo de Argollo Mendes que nos dirigimos, o sindicalista: companheiro, honre a história do sindicalismo nacional, o legado deste mesmo SIMERS que agora te empoderas. Não envergonhes a categoria médica formatando o primeiro golpe eleitoral de nossa entidade.

Se a Comissão Eleitoral  não recebe os recursos da chapa Renovação Médica, trata com visível desproporcionalidade as duas chapas (com detrimento à nossa), se declara incompetente para analisar as nossas impugnações aos candidatos da chapa da situação, e indefere nossos pedidos de retificação de nominata, baseados justamente no estatuto do Sindicato por ti  modificado, e pelas regras do regimento eleitoral elaboradas pela Comissão por ti escolhida, não nos cabe outra saída se não a Justiça. Vamos lutar até o último fôlego para que o associado do SIMERS tenha o direito de conhecer outra alternativa política, outra forma de conduzir sua entidade: de maneira eficaz, transparente, democrática e ética.

Não é à toa que nos teus 15 anos à frente do SIMERS, apenas uma vez um grupo conseguiu vencer esta maratona de dificuldades e obteve a homologação de uma chapa concorrente. Há claramente uma estrutura montada a fim de inviabilizar qualquer oposição. Seremos o segundo grupo, pois queremos oferecer a categoria médica do RS a real oportunidade de te avaliar —  e não por meio das “isentas” pesquisas de opinião encomendadas por ti. O ato democrático do voto na urna é a verdadeira pesquisa que os associados merecem ter o direito de exercer. E tu o negas. Qual a razão de tamanho receio de um enfrentamento eleitoral?

O Novo SIMERS já ficou velho

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Páginas dos boletins da chapa de oposição nas eleições do SIMERS, em 1997

Ironia do destino ou um simples reflexo do continuísmo? O certo é que os mesmos argumentos críticos lançados de encontro à diretoria do Sindicato Médico do RS em 1997, agora se voltam exatamente contra quem os apresentou em seus boletins de campanha: o atual presidente do SIMERS. Acompanhe a seguir quatro pontos que comprovam que o Novo SIMERS já ficou Velho.

O presidente do SIMERS está no poder desde janeiro de 1998, sempre ocupando o mesmo cargo, concentrando todas as decisões (num culto personalista digno de Hugo Chávez), expurgando diretores que ousem confrontá-lo. Já não atua profissionalmente por mais de uma década e está “distante da vivência diária da maior parte dos médicos”.

Os dirigentes que o precederam  ao menos ainda tinham o pudor de se revezar nas funções diretivas. O atual presidente, não. Para ele todos os meios se justificam para garantir sua permanência à frente do Sindicato. Seu discurso de renovação política, como se vê, foi meramente eleitoreiro.

Bem, mudanças estatutárias é um assunto que o presidente Paulo de A. Mendes entende. Durante seu longo mandato já procedeu algumas. Em uma delas aumentou o número necessário de médicos para compor a nominata às eleições da entidade, dificultando o processo. Em sua última tentativa, em 2011, não teve sucesso. Mensagem eletrônica enviada por médico atento a publicações legais conseguiu evitar uma nova alteração. O e-mail correu parte do mailing médico da Capital e causou constrangimentos. Em uma assembleia rápida e atrapalhada, o presidente alegou que a proposta de mudança limitava-se a substituir uma determinada palavra de um certo artigo, algo como trocar um “que” por um “lhe” (que não alterava o sentido). Patético.

Uma de nossas últimas postagens abordou o tratamento diferenciado que o presidente Paulo de A. Mendes dá a publicações legais que ele não deseja despertar atenção (sabe-se lá os motivos). Se a gestão anterior publicou edital de convocação de eleições no Diário Oficial, ele não ficou muito atrás ao utilizar artifício semelhante ao reduzir o tamanho do anúncio e descaracterizá-lo em relação ao padrão utilizado pelo Sindicato. Sem falar no estratagema de também utilizar-se de jornal de pequena circulação estadual para anunciar o fato. O Jornal do Comércio do RS tem tiragem de 27 mil exemplares, contra os 180 mil de Zero Hora, por exemplo.

Para ler na íntegra as páginas dos trechos dos boletins de campanha selecionados acima, basta clicar aqui.

Argollo debocha dos associados do SIMERS

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Criação de serviço desnecessário tenta camuflar gastos injustificáceis do presidente

Seria cômico, se não fosse um escancarado deboche. Depois de ser denunciado pelo movimento Renovação Médica por fretar aeronaves para fazer campanha no interior do RS, à custa dos associados, o presidente do SIMERS responde às acusações em seu melhor estilo: faz ouvidos moucos e cria uma “Força Aérea SIMERS” para atender aos médicos em suas emergências (?!), com advogado, jornalista e diretor.

Temos certa dificuldade para vislumbrar qual seria a emergência a acometer um associado que justificasse a disponibilização de uma “Força Aérea” para atendê-lo. Seria, por acaso, um infarto? Mas, nesse caso, o colega não precisaria de um advogado, mas de um médico e de uma UTI. Seria então uma prisão em flagrante? Nessa hipótese, teríamos que nos perguntar quantos associados foram presos em flagrante nos últimos anos, a justificar a manutenção de aeronaves fretadas à disposição para atendê-lo nessa “eventualíssima eventualidade”. O conceito em discussão é “custo-efetividade”, tema que surgiu como prioridade para discussão na Medicina apenas nas últimas décadas. É possível que quem não mais pratique a nobre arte há tanto tempo quanto nosso presidente desconheça sua importância. Ou é puro deboche!!!

Assim mesmo, não sejamos injustos com o presidente e concedamos-lhe o benefício da dúvida. Cogitemos a hipótese de que, em algum momento, tal emergência pudesse ocorrer, requerendo a presença de uma força-tarefa político-jurídica (poderíamos chamá-la de “Batalhão de Operações Político-Jurídicas Especiais” apenas para seguir o viés presidencial) em poucas horas no local. Nessa hipótese, teríamos primeiro que supor que a aeronave estivesse sempre disponível para o SIMERS, o que significa exclusividade, a custos inimagináveis.

Também, teríamos que sopesar o tempo necessário para disponibilizar a equipe e a aeronave e chegar à cidade em questão, contra o tempo de deslocamento da equipe por via terrestre, o que deixaria apenas as cidades mais distantes de Porto Alegre como passíveis de serem atendidas por tal serviço aéreo emergencial.

Ainda, há que se considerar que poucas cidades do interior do RS possuem aeroportos, obrigando o pouso de aviões em centros maiores e requerendo deslocamento por via terrestre. Ou seja, sobram muito poucos lugares para serem atendidos pela tal “Força Aérea SIMERS”, a não ser que se pretenda lançar diretores e advogados de pára-quedas. Bem, de nosso presidente, não se duvida mais nada.

E, finalmente, teríamos que voltar à primeira questão: qual a probabilidade de que, numa dessas poucas cidades nas quais pudesse haver algum benefício no uso de aeronaves, um médico associado venha a requerer assistência sindical com tal urgência que justifique a manutenção de uma “Força Aérea”?

Mesmo onde se justifica esse tipo de recurso – emergências médicas — há especial atenção para fazê-lo racionalmente : “The large majority of trauma patients transported by both helicopter and ground ambulance have low injury severity measures. Outcomes were not uniformly better among patients transported by helicopter. Only a very small subset of patients transported by helicopter appear to have any chance of improved survival based on their helicopter transport. This study suggests that further effort should be expended to try to better identify patients who may benefit from this expensive mode of transport” (Pubmed).

Ou seja, incapaz de responder PORQUE USAVA AERONAVES FRETADAS PARA FAZER CAMPANHA NO INTERIOR e QUANTO ISSO CUSTOU AOS ASSOCIADOS DO SIMERS, o presidente debocha dos médicos e oferece-lhes um serviço caríssimo, absolutamente desnecessário e inútil, esperando que assim esqueçam do mau uso que fez das receitas sindicais. Estaria ele, então, apenas testando as aeronaves e a qualidade do serviço de bordo quando foi flagrado por nossos olheiros?

Ora presidente, tenha mais respeito por nossa inteligência!!!

Manifesto

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Renovação Médica

Pela representação digna, transparência e ética no SIMERS

     Em 1998, um grupo de 24 médicos organizados em torno da “Chapa 2″ disputou as eleições do SIMERS com a chamada “Por um Simers forte, presente e atuante”, dizendo que “estamos assistindo a um melancólico círculo vicioso”e que era “preciso colocá-lo a serviço da categoria, como vanguarda do movimento médico”. A proposta de renovação dizia que a manutenção ao longo de décadas de um mesmo grupo dirigente, com uma visão superada da realidade médica, distante da vivência diária da maior parte dos médicos representa, no entanto, um peso demasiado”.

     A história todos conhecemos: a Chapa 2, liderada por Paulo de Argollo Mendes e Maria Rita de Assis Brasil venceu as eleições daquele ano 1998 e se manteve no poder até hoje por meios supostamente democráticos. Nos últimos 14 anos, o SIMERS cresceu, e muito: passou de pouco mais de 1.000 associados para 13.000; de uma receita de R$ 20.000 para R$ 20.000.000; de instituição obscura a uma das mais conhecidas do RS e do Brasil; de uma entidade decadente em uma das maiores empresas prestadoras de serviços aos médicos do Brasil.

     Porém, ao longo desses 14 anos, diversas manobras foram feitas pelo grupo dirigente atual, justamente para manter aquilo que criticavam em seu material de campanha de 1998: o continuísmo. Foram realizados diversos expurgos de diretores de reconhecida contribuição à instituição, por manifestarem crítica e insatisfação, não apenas com as arbitrariedades do seu principal dirigente, mas também com a gestão temerária da entidade. Ferindo o espírito democrático, expedientes que causariam inveja aos irmãos Castro foram adotados. Os estatutos, por exemplo, foram alterados por três vezes, de forma a inviabilizar qualquer tipo de oposição, para assim garantir a reeleição eterna do atual presidente, prática que deixaria até mesmo Hugo Chávez corado. Não bastasse isso,  a entidade se voltou de tal maneira para os interesses particulares de quem comanda, que o “jeton” da reunião de diretoria (que dura duas horas e tem jantar gratuito) é superior à remuneração de um plantão médico de 12 horas. Isso, sem mencionar gastos demasiados em comunicação cujos resultados questionáveis estão mais focados em ufanar a presidência da entidade ou em gerar e alimentar factóides na mídia para disfarçar a falta de políticas para a categoria.

     A inabilidade negocial da atual gestão se reflete não apenas na carência de conquistas reais com impacto positivo no dia a dia dos médicos, mas também no crescente desgaste da imagem destes junto à sociedade. A inabilidade e truculência do presidente nas negociações vêm conquistado mais inimigos à classe médica do que ganhos reais para a categoria.  Aliás, nosso presidente há tempos não é mais médico e sabe-se até que andou defendendo o reconhecimento de diplomas estrangeiros.

     Não se ignoram os imensos serviços prestados pelo SIMERS aos seus associados, principalmente os jurídicos, os quais recebem avaliações positivas de mais de 90% dos médicos, ainda que menos de 3% deles realmente tenham feito uso desses e de outros serviços. Ou seja, avaliamos positivamente algo apenas pela sensação de segurança que sua existência nos provoca. Mas será que estarão lá quando os médicos realmente precisarem? E terão a qualidade necessária? E o preço pago, é justo?

     Por essa razão, e outras que mostraremos e demonstraremos ao longo dos próximos dias, que agora um novo grupo de médicos, muitos dos quais expurgados da atual direção justamente por suas críticas, resolveu reunir-se e constituir sua “Chapa 2”. Os tempos mudaram, e agora tivemos de reunir 75 colegas em 34 cidades para enfrentar essa eleição (mais uma dificuldade criada nas sucessivas alterações estatutárias e que triplicou as despesas com “jetons” e diárias de reuniões no Hotel Sheraton), mas as críticas continuam as mesmas, com uma diferença: o SIMERS, que deveria ser dos médicos, agora tem um dono. Nada que já não tenhamos visto em uma certa ilha do Caribe, que em 1959 derrubou um ditador, para colocar outro em seu lugar.

     Ao longo dos próximos dias, traremos a público informações importantes sobre o funcionamento real do SIMERS, os desmandos de sua gestão e os prejuízos – políticos e financeiros – causados aos médicos. Mas não ficaremos apenas na denúncia, e apresentaremos também as propostas para mudar isso, para trazer nossa entidade “distante da vivência diária da maior parte dos médicos” de volta para sua vocação de servir aos interesses da categoria médica, e não do grupo dirigente de plantão.

     E começamos com aquela que nos é mais cara, em tempos de CPIs cascateiras: a TOTAL TRANSPARÊNCIA das prestações de contas do SIMERS, com divulgação de balanços detalhados, e dos valores pagos aos diretores (remuneração, diárias, jetons, etc), pois, afinal, esses valores são custeados com a sua, com a nossa mensalidade.

     Sindicatos não produzem nada, pois seu principal capital é a  capacidade negocial e capacidade de serviços. Se sustentam no nosso trabalho, de nossas contribuições. E, nada mais ético e justo que nos informem exatamente o que fazem com as mensalidades (caras) que pagamos. O SIMERS voltou ao “melancólico círculo vicioso” de 1998 e está na hora de mudar de novo, para melhor e para valer.

Sami El Jundi | Luiz Grossi | Marcos Rovinski